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Secret�ria volta a confirmar den�ncias

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Paulo Peixoto Folhapress Fernanda Karina Ramos Somaggio, a secretaria do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza na SMP&B Comunicação, disse ontem que a entrevista que deu à revista ?IstoÉ Dinheiro? não foi distorcida. Quando indagada se isso ocorreu, já que recuara depois em depoimento na Polícia Federal, ela respondeu: ?Não, não?. Com um novo advogado desde a última segunda, Somaggio agora vai confirmar tudo o que disse à revista, entre suas declarações as supostas ?malas de dinheiro? e as relações do seu ex-patrão com o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o secretário-geral do partido, Silvio Pereira. Somaggio está sendo processada por Valério por tentativa de extorsão. ?Ela encorajou de vez, vai falar tudo e um pouco mais?, disse o advogado criminalista Rui Caldas Pimenta, acrescentando que ela havia recuado porque foi ameaçada logo após a divulgação da entrevista, na semana passada. À Folha de S.Paulo, Somaggio evitou o tempo todo prolongar o assunto. Disse sempre que era para que o seu advogado fosse procurado e que ele poderia dar todas as respostas para a situação que ocorreu (a entrevista e o recuo na PF). ?O doutor Rui vai falar tudo isso, porque ontem (segunda) gente conversou muito tempo, ele sabe de todos os detalhes. Então, vai ter resposta para tudo?, afirmou a ex-secretária da SMP&B Comunicação. Pimenta disse que a melhor defesa de Somaggio é o ataque. ?Tudo que ela falou vai ser confirmado, e mais algumas coisas?, disse o advogado sobre os depoimentos que ela deverá prestar no Congresso e na Justiça. Indagado se a ex-secretária de Valério tinha documentos, ele afirmou: ?A prova é ela mesmo, porque ela é a testemunha?. Como parte da sua estratégia na defesa no processo que Valério move contra Somaggio por suposta ?extorsão?, segundo o advogado, está uma entrevista que ela concedeu ontem ao ?Jornal Nacional? da TV Globo. O próprio advogado disse ter cuidado disso. ?Já faz parte da minha estratégia. Ela já está confirmando que foi ameaçada, que foi intimidada, vai confirmar tudo?, afirmou ele. Dinheiro A ex-secretária reafirmou na entrevista que deu ao ?Jornal Nacional? todas as informações que estavam na revista ?IstoÉ Dinheiro?. Ele afirmou que vários políticos, entre eles, alguns de oposição como o tucano Pimenta da Veiga, receberam dinheiro de Valério. A Folha de S.Paulo solicitou ao advogado uma entrevista com a secretária. Pimenta disse que ontem não seria possível porque não sabia onde ela estava, mas que ela poderá falar hoje. Sobre a ameaça que ela disse ter recebido, o advogado afirmou: ?Ela me disse que foi intimidada, que foi ameaçada. O pessoal joga pesado. Um motoqueiro avisou que, se ela confirmasse a entrevista, a filha dela ia ser seqüestrada. Ela assustou por isso. Foi para casa, chorou, pensou a noite inteira e foi à Polícia Federal. Ela não mentiu, ela omitiu os fatos para sua segurança pessoal?. Pimenta disse ainda que vai pedir proteção para a ex-secretária de Marcos Valério, pois entende que ela é uma testemunha importante e precisa ser protegida. ### Marinho complica secretário do PT FELIPE RECONDO Folha Online Em depoimento afinado com as declarações do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, o ex-chefe da Diretoria de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho envolveu, em seu depoimento na CPI dos Correios, o nome do secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, nas possíveis irregularidades cometidas na estatal. De acordo com Marinho, a maior parte dos negócios dos Correios com empresas passa pela Diretoria de Tecnologia e de Operações, ambas dirigidas por indicados políticos do PT, de acordo com Marinho que disse ser ?peixe-pequeno?. Mais importantes seriam os diretores dos Correios, sendo cinco deles ligados ao PTB e PMDB e outros dois, das diretorias com maior volume de recursos da estatal, apadrinhados pelo PT. ?As duas diretorias [de Operação e Tecnologia] são de funcionários de carreira e para nós são ligados ao PT, cujo responsável seria o Silvinho Pereira?, afirmou Marinho. Marinho novamente inocentou Jefferson do caso de corrupção na estatal, da mesma forma que fez no depoimento à Polícia Federal. ?Eu nunca liguei para ele e ele nunca me ligou?, disse. ?Não tenho ligação com o Roberto Jefferson?, continuou. Na gravação em que é era flagrado recebendo R$ 3 mil, Marinho disse que trabalhava em conjunto com Jefferson e com o ex-diretor de Administração dos Correios Antônio Osório. Apesar das negativas, o ex-funcionário dos Correios admitiu ter recebido dinheiro irregularmente, mas rejeitou a acusação de que pediu propina. ?Não sou bandido em nenhum grau, em nenhum momento pedi propina?, afirmou. Sílvio Pereira, Marcos Valério, publicitário que teria negócios com os Correios e a secretária da empresa de publicidade Fernanda Karina, que já confirmou em entrevistas parte das acusações, devem ser ouvidos pela CPI mista dos Correios.

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