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Peemedebistas ficam com 3 minist�rios

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Cristiane Jungblut O Globo Três nomes do PMDB fazem parte da equipe do governo Lula a partir de agora. O porta-voz da Presidência da República, André Singer, anunciou, no início da tarde de ontem, os nomes do senador Hélio Costa (MG), para o Ministério das Comunicações, o deputado Saraiva Felipe (MG), para o Ministério da Saúde, e para o Ministério de Minas e Energia, Silas Rondeau. Estas são as primeiras mudanças da reforma ministerial feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os novos ministros tomarão posse amanhã, quando serão anunciadas novas alterações no ministério. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, André Singer, Lula deve anunciar novas alterações no Ministério, mas não disse se serão anunciadas mudanças no comando das estatais. Singer também não soube dizer se o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, decidiu sua saída no encontro que teve com Lula, na noite de terça-feira, no Palácio do Planalto. Lula aproveitou o pronunciamento de Singer e, por meio de seu porta-voz, agradeceu pelos ?inestimáveis serviços prestados? ao País por Eunício Oliveira, que deixou o Ministério das Comunicações, Humberto Costa, que saiu da Saúde, e Maurício Tolmasquim, que estava interino no Ministério de Minas e Energia desde a transferência de Dilma Rousseff para a Casa Civil. O impasse em torno do número de ministérios que ficariam com o PMDB atrasou o anúncio dos novos ministros. Lula considerava que o partido estaria bem representado no governo com três pastas, mas os líderes do PMDB queriam mais uma. E nunca esconderam que gostariam de ficar também com o Ministério das Cidades, mas o assunto não avançou. A Previdência foi retirada da cota do PMDB e será ocupada por um técnico. ### Crise afeta imagem do PT no mundo, dizem analistas Mesmo fazendo mudanças em sua cúpula e investigando as acusações de que tentou comprar votos de parlamentares com o ?mensalão?, o PT terá muita dificuldade de recuperar a imagem do partido no exterior, na avaliação de analistas que acompanham o partido de fora do País. A lógica, segundo especialistas, é que as notícias negativas já teriam maculado a imagem do partido e que eventuais tentativas de vencer a crise terão menos exposição fora do Brasil do que as informações iniciais. Para Alfredo Valadão, professor de Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos de Paris e diretor da cátedra Mercosul, o sentimento é de decepção - por causa do histórico do partido, associado no exterior à ética. Na opinião dele, as mudanças no partido ou mesmo uma ampla reforma ministerial não terão qualquer repercussão no exterior. ?Aqui fora ninguém está interessado nesse tipo de detalhe. Ninguém sabe quem são essas pessoas?, afirma. Para Valadão, o que causa preocupação - especialmente ao mercado internacional - é a possibilidade de a crise se estender por muito tempo, até as eleições do ano que vem. Durante esse período, diz ele, o governo não pode ficar paralisado. ?Lula está aparecendo no exterior com a imagem de pato manco antes da hora, o que só costuma acontecer, em geral, no último ano dos governos?, diz. Igual aos outros Alfredo Saad Filho, professor de Desenvolvimento Econômico da Universidade de Londres, é outro que fala em decepção. Ele afirma que o PT sai com um prejuízo grande dentro da esquerda internacional. ?Acho possível que a percepção aqui fora seja que a imagem dele está manchada. As pessoas têm todo o direito de ficar desapontadas?, diz, ressalvando que nenhum envolvimento de Lula na compra de deputados foi comprovado. Saad Filho acredita que a única forma de fazer com que a imagem do PT não fique comprometida é ?tomar medidas inequívocas para resolver o escândalo. O presidente tem o dever de prestar contas de sua atuação e partir para uma reestruturação interna que resgate as práticas políticas antigas?, afirma. Se isso não acontecer, segundo Saad Filho, o PT ?se tornará indistingüível de outros partidos brasileiros?. De acordo com o professor, apenas fazer mudanças na cúpula do partido e em ministérios não é suficiente. Ele afirma que falta saber quais são as pessoas que vão entrar no lugar das que saem e que tipos de coalizão o presidente vai compor para montar o ministério. O editor de América Latina do jornal britânico Financial Times, Richard Lapper, afirma que não se sabe ainda que tipo de conseqüência o escândalo pode ter sobre a imagem do governo Lula. ?É difícil dizer que vai causar danos à imagem internacional do presidente. O que vai se passar nos próximos dias tem muita importância?, diz.

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