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PFL expulsa deputado dos R$ 10 milh�es
Isabel Braga Evandro Éboli O Globo O PFL decidiu no início da tarde de ontem cancelar o registro do deputado federal João Batista Ramos (SP) no partido. A Executiva Nacional do PFL fez reunião para analisar a situação do parlamentar, responsável por sete malas de dinheiro apreendidas na última segunda-feira no aeroporto de Brasília. Em nota oficial, a Comissão Executiva Nacional do partido explicou que o afastamento de João Batista foi feito sem nenhum prejulgamento. O texto destaca que apesar da Igreja Universal ter assumido a responsabilidade pelo transporte e pela propriedade do dinheiro apreendido pela PF, o deputado contrariou princípios básicos da atividade parlamentar e partidária. Embora destaque que João Batista sempre cumpriu legalmente as determinações de bancada, exceto no caso em exame. ?Nós entendemos que os atos praticados não são compatíveis com a atuação partidária e parlamentar, mas o partido não vai entrar com medida no Conselho de Ética (da Câmara)?, afirmou o presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC). O presidente do PFL informou também que João Batista poderá entrar com recurso, que seria apreciado na Convenção Nacional. O recurso, porém, não teria valor suspensivo, alertou. A Polícia Federal está investigando a origem do dinheiro apreendido com João Batista num avião da Igreja Universal do Reino de Deus. E investiga se houve ilegalidade no transporte dos recursos. Agentes ressaltam que a Lei 9613/98, que trata de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, diz que mesmo entidades isentas de impostos, como é o caso da Universal, não podem ocultar transações financeiras. O corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), pretende convocar João Batista Ramos para depor na comissão de sindicância que apura o suposto pagamento de mensalão. A convocação será feita no início de agosto, quando a comissão retomará seus trabalhos. Ciro Nogueira considerou lamentável o fato de o deputado ter sido detido com sete malas de dinheiro. O pedido de convocação do deputado foi feito pelo líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ). O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, que acompanhava o corregedor, disse que, se o ato feriu o decoro parlamentar, a Câmara tem que tomar providências.