Nacional
Esquerda do partido avalia sa�da coletiva
Os parlamentares do bloco de esquerda e agregados avaliam a idéia de saída coletiva do PT. Pela proposta, o grupo poderia buscar um abrigo transitório -apenas para as eleições do ano que vem - antes de encontrar um destino definitivo. Apesar de os 22 signatários de recente manifesto participarem das discussões, a expectativa é que pouco mais da metade deixe o partido, caso essa seja a decisão. Seu futuro depende da forma e resultado da eleição do novo Diretório Nacional, em 18 de setembro. ?Estamos no limite. Se as coisas não mudarem, teremos que buscar outro rumo?, admitiu Paulo Rubens (PT-PE), que confessa hesitação sobre o apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva: ?Qual é a perspectiva do segundo governo nessa direção que está tomando? Mais ao centro?. Esse sentimento contaminou até os mais moderados, como Nazareno Fonteles (PI) e Orlando Fantazzini (SP). ?Quem tem que deixar o partido é quem botou a mão na cumbuca cheia de excremento?, disse Fantazzini: ?Mas, se nem o erro político do Campo Majoritário servir de lição, vamos ter de buscar um novo rumo?. LIBERDADE PROVISÓRIA A juíza federal Paula Mantovani Avelino, de São Paulo, concedeu ontem o pedido de liberdade provisória ao assessor José Adalberto Vieira da Silva, que foi detido na sexta-feira passada com R$ 200 mil numa valise de mão e US$ 100 mil atados ao corpo. Vieira da Silva foi identificado como assessor de José Nobre Guimarães, deputado estadual líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará e irmão do presidente nacional do PT, José Genoino. Ele foi exonerado e o irmão de Genoino pediu afastamento da liderança.