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Dona da megaloja Daslu � presa pela PF
AGÊNCIA O GLOBO A empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, foi presa pela Polícia Federal (PF) ontem em São Paulo e teve aprisão temporária de cinco dias decretada, mas na noite de ontem, após ter sido mantida presa por cerca de dez horas na sede da Polícia Federal, onde prestou depoimento, Eliana foi liberada. A Daslu é a loja mais sofisticada do País e o novo prédio, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, foi inaugurado no mês passado. As acusações contra Eliana e mais três pessoas são de formação de quadrilha, falsidade material e ideológica e crime contra ordem tributária. Também está sendo investigada sonegação de imposto sobre o lucro da Daslu. A estimativa de agentes federais é de que a Daslu tenha sonegado mais de R$ 10 milhões em impostos, com importações fraudulentas, falsificação de notas, uso de empresas fantasmas para importações ilegais. A Operação Narciso, como foi denominada a ação, foi desencadeada para cumprir mandado de prisão temporária contra quatro pessoas. São 33 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina. Além da dona da Daslu, Eliana Tranchesi, foram detidos o irmão dela, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, e Celso de Lima, da empresa MultiEnfoque, que presta serviços à Daslu. Até a noite de ontem estava sendo procurado o dono da By Brasil Trading, de Santos, que não foi localizado pela Polícia Federal. Rui Fragoso, advogado da loja, afirmou que a Daslu aluga espaços dentro para empresas de terceiros, que podem ser o alvo da megaoperação da Receita Federal. Ele afirmou que a decisão, tomada por uma juíza federal de Guarulhos, foi uma ?violência? e a considerou ?estranha?. A operação também chegou à antiga sede da loja. No antigo escritório, localizado na Vila Nova Conceição, bairro nobre da zona sul da capital, a polícia apreendeu 23 caixas com notas fiscais de 2004. Em algumas delas, estava escrito que o material deveria ser incinerado após setembro de 2005. Segundo fiscais da Receita, documentos como os encontrados deveriam ser guardados por pelo menos cinco anos. Somente marketing A empresária Eliana Tranchesi disse desconhecer os procedimentos contábeis e fiscais de sua loja. Afirmou que se envolve diretamente apenas com o marketing da empresa, segundo o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, de Guarulhos. As afirmações foram feitas durante depoimento na sede da Polícia Federal. Segundo o procurador, o Ministério Público e a Polícia Federal estão satisfeitos com o rumo das investigações.