loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Policial � pego com pap�is de Val�rio

Ouvir
Compartilhar

Kátia Brasil Folhapress Belo Horizonte - A Polícia Civil de Minas Gerais apreendeu ontem 12 caixas com mais de 2.000 notas fiscais da empresa DNA Propaganda, da qual o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza é sócio, na casa do irmão de seu contador, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. As notas de prestação de serviços - muitas emitidas em nomes de bancos no período de 1998 a 2004, segundo o promotor Leonardo Barbabela - teriam o mesmo destino dos documentos encontrados em dois tambores da casa do ex-policial Marco Túlio Prata, 50: seriam queimadas. Ele é irmão do contador Marco Aurélio Prata, cujo escritório de contabilidade foi alvo de uma ação de busca e apreensão no dia 23 de junho pela Polícia Federal, na qual eram procurados documentos das empresas do publicitário. O Ministério Público Estadual suspeitou que documentos das empresas de Marcos Valério, apontado por Roberto Jefferson (PTB-RJ) como operador do suposto ?mensalão?, estivessem sendo destruídos e obteve uma decisão judicial para a instalação de uma escuta telefônica na casa do ex-policial. Foram gravadas conversas entre os irmãos Prata. ?Durante a quebra [do sigilo telefônico] detectou-se que essa documentação estava sendo extraviada para impedir o acesso aos órgãos públicos que estão fazendo as investigações?, disse Barbabela. A reportagem apurou que entre as milhares de notas fiscais apreendidas estão documentos emitidos pela DNA para o Banco do Brasil e a Eletrobrás. Segundo o promotor, ainda há diversas notas de empresas privadas e principalmente de empresas sub-contratadas pela DNA. ?São milhares de notas destinando serviços para diversos órgãos públicos e privados, e nessas notas constam valores e a suposta prestação de serviço efetuada por uma terceira empresa. Ou seja, a DNA ganhava o serviço, o repassava para uma terceira empresa e o órgão público pagava com um outro preço para a DNA?, disse o promotor, que investiga se houve superfaturamento nas notas. O ex-policial Túlio Prata já era investigado pela polícia por acusação de homicídio. A promotoria de Combate ao Crime Organizado também entrou no caso a partir de uma denúncia de contrabando de armas contra o ele. Dois mandados, um de busca e apreensão e outro da prisão preventiva do ex-policial, foram expedidos pela juíza Electra Benevides. O ex-policial e seu filho, Venício Prata, 19, resistiram a prisão com armas em punho. Além dos documentos da DNA, foram encontradas 17 armas, algumas de uso exclusivo da polícia, granadas, silenciadores e um rádio transmissor que estava na freqüência da polícia. As notas fiscais passarão por perícias, segundo o delegado-corregedor Elder D?Angelo. Ontem, sete senadores viajaram para capital mineira para analisar os documentos apreendidos.

Relacionadas