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S�cia de publicit�rio de Lula fez saques
A sócia do publicitário Duda Mendonça, Zilmar Fernandes da Silveira aparece como sacadora de R$ 250 mil na conta da SMP&B, agência da qual é sócio o publicitário Marcos Valério de Souza, apontado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como operador do suposto ?mensalão?. Em nota, Silveira disse que a empresa Comunicação e Estratégia Política (CEP), da qual é sócia, recebeu R$ 500 mil do PT como pagamento por serviços. Em depoimento à Procuradoria Geral da República, Valério admitiu ter repassado dinheiro para o caixa 2 do PT. Como publicitário, Duda é ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem fez campanha em 2002 e a quem orienta com freqüência. Ele tem contratos com a Secretaria de Comunicação de Governo, o Ministério da Saúde e a Petrobras. O slogan ?Brasil, um país de todos? é criação de Duda. CPI dos Correios Rejeitando acordo proposto pelo publicitário Marcos Valério, a CPI dos Correios marcou para a próxima terça-feira (26) o depoimento de sua mulher, Renilda Santiago, e para a semana seguinte o de Simone Vasconcelos, diretora financeira de uma de suas empresas. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, chegou a propor ao presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), que seu cliente daria informações sobre as operações financeiras realizadas com o PT e, em troca, seria abandonada a idéia de convocação de Renilda e Simone. A preocupação do publicitário é que as duas mulheres não agüentem a pressão dos parlamentares e revelem detalhes do esquema. De acordo com integrantes da CPI, o estado emocional das duas não é bom desde que o envolvimento de Valério surgiu. Ontem, os integrantes da CPI discutiram o acordo proposto pelo publicitário. ?O acordo com Marcos Valério foi rechaçado porque seria interpretado como algo espúrio. Também não teríamos certeza de que seria cumprido. Ele contaria apenas 10% a mais do que já disse?, afirmou o senador Jefferson Péres (PDT-AM). GDK financiou partidos A GDK Engenharia, empresa que presta serviços à Petrobras e teria dado de presente uma caminhonete Land Rover ao ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, doou R$ 2,450 milhões a candidatos nas eleições de 2002, segundo declaração dos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O então candidato do PPS a presidente Ciro Gomes, hoje ministro da Integração Nacional, recebeu a maior doação, no valor de R$ 700 mil. Em segundo lugar, aparece o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), com R$ 600 mil. A candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu apenas R$ 100 mil, menos do que os R$ 340 mil repassados à candidatura do governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB). A GDK apoiou candidatos de oito partidos, do PT ao PFL, passando por PSDB, PTB, PMDB, PDT, PV e PPS, em cinco estados: Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Pernambuco. ### Lula encerra reforma e coloca PP no 1º escalão FOLHAPRESS Com a nomeação de três novos ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou ontem a segunda reforma ministerial de sua gestão, que se arrastava havia meses. Com as mudanças, Lula coloca o PP de Severino Cavalcanti no primeiro escalão do governo federal e aumenta a insatisfação de setores petistas com a perda da pasta de Cidades, considerada estratégica. Ontem à tarde, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula deu posse a Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Nelson Machado (Previdência) e Márcio Fortes (Cidades). Ainda falta a posse de Fernando Haddad, até aqui confirmado como substituto de Tarso Genro na Educação. Gushiken perde poder Além da nomeação de três novos ministros, Lula anunciou a divisão da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica (Secom). A partir de agora, o então ministro Luiz Gushiken para a responder como uma espécie de secretário de Gestão Estratégica da Presidência, enquanto a Comunicação segue para a Secretaria Geral da Presidência, de Luiz Dulci. Governistas já temem que denúncias antigas e novas possam abalar os ministros que assumiram ontem. Em relatório recente da Controladoria Geral da União (CGU), Rezende (PSB) é responsabilizado por vícios em licitações da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep ), empresa pública que deixa para assumir a pasta. Já Fortes (PP), até ontem na função de secretário-executivo do Desenvolvimento, é acusado de fraude numa licitação realizada em 1999, quando atuava no segundo escalão do Ministério da Agricultura, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, o diplomata foi acusado de acumular funções numa trading privada do ministro Pratini de Moraes (Agricultura), seu superior. O presidente Lula conseguiu tirar Romero Jucá (Previdência) que volta ao Senado depois de passar quatro meses na pasta sob a pressão de responder à acusação de supostos desvios de dinheiro público.