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PFL e PSDB pedem que TSE suspenda os R$ 35 mi do PT

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Os líderes no Senado do PFL, senador José Agripino (RN), e do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), entraram ontem com denúncia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o repasse do fundo partidário ao PT. Os dois entregaram a denúncia, motivada pelas declarações do tesoureiro licenciado do PT Delúbio Soares que afirmou na CPI dos Correios a existência de um caixa 2 usado para bancar campanhas eleitorais do partido. O fundo partidário do PT para este ano é estimado em R$ 35 milhões. No primeiro semestre, o partido já recebeu R$ 11 milhões de recursos do fundo. A verba do Fundo é repassada de acordo com o tamanho do partido na Câmara e segue a Lei Orgânica dos Partidos. De acordo com essa Lei, os partidos não podem receber, direta ou indiretamente, verbas de autarquias, fundações públicas e outros órgãos públicos. O PSDB e o PFL alegam que o PT, indiretamente, recebeu dinheiro de órgãos públicos, como, por exemplo, a estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Para os líderes, o dinheiro que agências de publicidade do empresário Marcos Valério recebia dos Correios, em função de contratos assinados com a estatal, era repassado ao PT na forma de empréstimos. A legislação eleitoral obriga os partidos a declararem detalhadamente todas as suas fontes de receita e como o dinheiro arrecadado é gasto. O caixa de um partido é formado basicamente por doações de pessoas e empresas e pelo fundo partidário. Os partidos pedirão ainda que o TSE coloque sub judice as eleições dos petistas que, de acordo com o próprio Delúbio, tiveram recursos de caixa dois em suas campanhas. Para o deputado Carlos Abicalil (PT-MT), o PFL quer interditar o Partido dos Trabalhadores, impedir seu funcionamento e colocá-lo na ilegalidade. ?É um pleito que cabe à oposição fazer. Acho que o TSE terá juízo ao decidir. Eles não admitem até agora a legitimidade popular da eleição do presidente Lula?, afirmou. ### Aleluia: crise política pode afastar Lula O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), fez um discurso no plenário da Casa no qual alerta que a atual crise política poderá levar ao afastamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo. ?Não vim aqui pedir a cassação do presidente Lula. Não vim pedir o impeachment, mas se a legalidade existir ele será afastado?, afirmou o pefelista. No discurso, Aleluia procurou responsabilizar diretamente Lula pelo mensalão, o suposto esquema de pagamento de dinheiro a parlamentares do PP e do PL pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares em troca de apoio ao governo, denunciado pelo presidente licenciado do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ). ?Lula está querendo passar a idéia de que é autista. Ele não é autista nem bobo. Nenhum de nós vai admitir que Lula tenha deficiência mental. Não tem. Ele é um homem inteligente, mas ele e seus aliados Lula, Delúbio, José Dirceu, Silvinho, Valério são farinha do mesmo saco?, discursou. O deputado João Grandão (PT-MS) rebateu o líder da Minoria na Câmara. ?Estamos num processo em que a apuração terá de ser feita, todo o processo deverá ser colocado às claras. Mas não dá para vir aqui fazer discurso fácil, como se essas pessoas que usam a tribuna não tivessem sido governo durante 30, 40, 50 anos?.

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