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Minist�rio n�o localiza passageiros

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FOLHA ONLINE Após o Ministério da Saúde divulgar a listagem dos vôos do surfista Fabio Gouveia, 36, que trouxe o sarampo das Ilhas Maldivas ao Brasil, as vigilâncias epidemiológicas de São Paulo, Distrito Federal, Bahia e Santa Catarina ainda não conseguiram rastrear os passageiros. Já foram vacinadas 2.652 pessoas que tiveram contato com os casos confirmados até a última sexta-feira, mas todas são de locais freqüentados pelos doentes. Em Santa Catarina, o bloqueio vacinal atingiu 438 pessoas que estiveram com o empresário de 38 anos, de Florianópolis. Na Bahia, houve a imunização de 1.814 pessoas no complexo do Sauípe, onde Gouveia participou de um campeonato de surfe. No Distrito Federal e em São Paulo, como não circulou por cidades, não há esse registro. No Rio de Janeiro, cerca de 400 pessoas também foram vacinadas em Saquarema, onde o surfista esteve neste mês. EPIDEMIA O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, descarta uma epidemia. ?Não há probabilidade, porque a gente vem trabalhando há alguns anos com a cobertura vacinal de sarampo bastante adequada. E nós fizemos ano passado a campanha de segmento [revacinação dos menores de cinco anos]?, diz. Em 2004, foram vacinadas mais de 16 milhões de crianças menores de cinco anos, segundo dados do ministério. A virologista da Fiocruz Marilda Mendonça Siqueira afirma que não há motivo ?para se apavorar?. Além da cobertura vacinal, ela diz que há um técnico pago pelo Ministério da Saúde em cada Estado do País para acompanhar apenas rubéola e sarampo. Marilda Mendonça Siqueira considera, no entanto, ?uma vergonha? a incidência de casos de sarampo, já que a vacina existe desde 1963. Em 1997, o Brasil registrou 53.664 casos. No ano anterior, em fase de eliminação, o número havia chegado a 791. ### Autoridades levaram 6 meses para encontrar primeiro caso FOLHA ONLINE O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que a investigação, desta vez, está sendo ?bem feita e detectou precocemente? o primeiro da cadeia de transmissão so sarampo. ?Em 1996, quando o caso índice chegou a São Paulo, se levou seis meses para perceber?, afirma. Em 1998, houve novamente uma redução: 2.781. De forma gradativa, chegou-se a zero em 2002 (houve um caso, mas importado do Japão). Em relação a incidência de casos importados, Barbosa afirma que não há como evitá-los. ?É impossível fazer um controle externo. Barreiras em aeroportos têm um alcance limitado. Só serviriam no caso do sarampo se desse para fazer um teste rápido, no próprio avião, e já pudesse detectar, o que não existe.? A Secretaria da Saúde de Santa Catarina está investigando a possível contaminação em uma mulher que apresentou os sintomas da doença do Estado. As autoridades aguardam o resultado do exame sorológico. São Paulo O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, disse na última sexta-feira, em viagem pelo interior com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que os casos de sarampo confirmados no Estado representam ?um surto muito limitado?. ?As duas crianças freqüentaram uma escola infantil pequena. Nós estamos fazendo uma investigação nessa escola para fazer uma vacinação de bloqueio e para saber se existe mais algum outro caso?, disse. O secretário acompanhava o governador Geraldo Alckmin, que assinou convênios e entregou ambulâncias aos municípios.

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