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Campanha pelo desarmamento inicia 2�

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Evandro Éboli Brasília - O secretário-geral da Frente Por Um Brasil Sem Armas, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou na sexta-feira que terá início, nesta segunda-feira, dia 1, a campanha nacional a favor do desarmamento. O referendo está marcado para o dia 23 de outubro e o primeiro ato contrário à comercialização de armas e munição acontecerá em Campinas. O evento contará com a presença de políticos, intelectuais, artistas e representantes de organizações não-governamentais. Os defensores do desarmamento montaram um calendário para a primeira semana de campanha. O primeiro grande evento está previsto para o dia 11, um showmício no Rio de Janeiro. A frente pró-desarmamento vai editar um milhão de cartilhas com esclarecimentos à população. Segundo Jungmann, cerca de dez mil monitores serão treinados para debater o assunto em escolas, nos bairros, sindicatos e locais de trabalho. O deputado afirmou que esses monitores irão atuar como agentes multiplicadores. O objetivo é formar um milhão de voluntários até o data do referendo. ?Queremos formar uma grande rede da paz?. Apoio O deputado iniciou na última semana conversas com o empresariado em busca de apoio financeiro para a campanha. Ele irá procurar o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugenio Gouvêa. Entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) serão contatadas para apoiarem a campanha. ?O País vive hoje uma cultura do medo. A campanha e o referendo a favor do desarmamento são o primeiro grande passo para resgatar o controle sobre a violência?, disse Raul Jungmann. O referendo acontece no dia 23 de outubro e os eleitores serão obrigados a votar ou, em caso de ausência, justificar o voto. A campanha pró e contra o fim da comercialização de armas e munição acontece no mês anterior ao referendo. Serão dez minutos diários de propaganda. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também estará à frente da campanha a favor da aprovação do desarmamento. Segundo o senador, 38% dos casos de morte de jovens no Brasil são provocados por ferimentos com armas de fogo. Essas armas, como informou, provocam duas vezes e meia mais mortes no Brasil que os acidentes de trânsito. ### Armas fazem vítimas a cada 14 minutos De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atualmente morrem no Brasil por arma de fogo, 104 pessoas por dia, é uma pessoa a cada 14 minutos. ?É essa realidade que temos de enfrentar com o desarmamento e a proibição da venda de armas. Esse mercado inescrupuloso não pode continuar?, declarou Renan. A agenda da Frente por um Brasil sem Armas, que é presidida por Renan Calheiros, é a seguinte: 1 de agosto: Em Campinas, lançamento da campanha em favor do desarmamento, com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e políticos, artistas e representantes de organizações não-governamentais. Também nesse dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará a instrução normativa com detalhamento e as regras sobre o referendo. 2 de agosto: Início do serviço de atendimento por telefone, numa linha 0800, gratuita, e esclarecimentos sobre a campanha para a população em geral. 3 de agosto: Lançamento do site da campanha da Frente Brasil sem Armas. 4 de agosto: Inauguração do escritório da Frente Brasil sem Armas em Brasília 23 de setembro: Início da campanha em rádio e televisão das duas frentes, a favor e contra, do fim da venda de armas e munição. Cada lado terá dez minutos diários, na parte da tarde e à noite, nos meios de comunicação. 23 de outubro: Neste dia será realizado o referendo e 121 milhões de eleitores estarão aptos a ir às urnas para votar e decidir se armas e munição devem ou não ter a venda proibida em todo o território brasileiro.

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