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Brasil lidera a��es contra turismo sexual

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| Agnes Dantas Globo Online Rio de Janeiro - A partir de 8 de agosto, o Brasil vai assumir a cadeira de líder latino-americano no desenvolvimento de políticas e ações de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. É quando acontece em Santiago, no Chile, o primeiro encontro entre ministros de Turismo, embaixadores e representantes de ONGs e empresários do setor turístico do continente para debater diretrizes e ações práticas. A pedido dos governos de dez países da América do Sul, o Brasil realizará, até setembro, seminários e workshops para mostrar as estratégias que vem sendo implementadas para mobilizar, conscientizar e capacitar profissionais do turismo e de serviços para evitar a exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante os encontros, será estruturada uma pauta de ações multilaterais a serem adotadas entre os países, como campanhas nacionais de conscientização e mobilizações da sociedade civil, resultados que serão expostos, em outubro, durante a segunda edição do Fórum Mundial de Turismo, no Rio. Em 24 de outubro está prevista para iniciar a campanha cooperada de conscientização de política comum de combate ao turismo sexual infanto-juvenil, informou Coordenador de Ações do Ministério do Turismo brasileiro, Sidney Alves Costa. ?O Brasil integra o comitê executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT) que trata do assunto e tem sido objeto de atenção de diversos países porque reconhece que o problema existe. Assumimos a responsabilidade de buscar soluções e buscamos integração com o trade turístico. A idéia é passar este conhecimento, e usaremos a mesma base da campanha de valorização que veiculamos no país. Repudiamos pessoas que se valem da estrutura do turismo para atuar como criminosos e não queremos isso para nossos vizinhos?, detalhou, citando a campanha ?Brasil, Quem Ama Protege? lançada em dezembro de 2004. Entre as ações de combate à exploração sexual infanto-juvenil no turismo brasileiro estão a troca de informações com a Polícia Federal sobre suspeitas de envolvimento de operadores, hotéis e agentes de viagem, o monitoramento de novos empreendimentos turísticos para garantir a inclusão social da comunidade em que estão inseridos, inserção de disciplinas ou palestras nos cursos de capacitação em serviços e hotelaria e o engajamento dos estabelecimentos em campanhas que valorizam os jovens. Multiplicadores Depois de passar pelo Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai, o grupo de técnicos segue para San José, na Costa Rica, que solicitou o encontro para replicar na América Central as ações adotadas pelo Brasil. De lá, técnicos do ministério e representantes do setor partem para Rio Branco, no Acre, onde no dia 14 de agosto darão início ao ciclo de palestras e encontros nacionais em 26 estados e Distrito Federal. Segundo Costa, a estratégia é que, até dezembro, sejam definidos grupos de trabalho nos estados que ficarão responsáveis por adequar as políticas nacionais de combate à exploração sexual infanto-juvenil à realidade de cada lugar. ?O problema se dá em todo o Brasil, mas não adianta impor de cima para baixo a implementação do código em cada estado. Os encontros nos estados servirão para mostrarmos as políticas e incentivarmos o empresariado e a sociedade civil local a adotarem. É claro que queremos que todos façam parte dos esforços e vamos acompanhar as ações a partir de relatórios destes grupos. O mais importante é que as estratégias sejam adaptadas a cada realidade?, disse. O coordenador explicou que os empresários dos setores de hotéis, bares e restaurantes estão entendendo que, além de ético e moral, a adoção de medidas de combate ao turismo sexual significa preservar o destino turístico como uma base de negócios. Segundo Costa, o setor já está mais comprometido com o Código de Conduta do Turismo Contra Exploração Sexual Infanto-Juvenil no Brasil, criado em 2001, mas o mais importante é que já há um consenso sobre sua importância. ### Taxa de embarque deve cair em agosto O ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, afirmou que as taxas de embarque internacionais devem sofrer uma redução significativa já nas primeiras semanas de agosto. Mares Guia, que participou na última quinta-feira do lançamento do programa de capacitação do turismo receptivo internacional para os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, voltou a afirmar que o Brasil tem a tarifa de embarque internacional mais cara do mundo, de US$ 36, e que este valor não ajuda o País a incrementar o fluxo de turistas estrangeiros. Mares Guia antecipou que espera reduzir a taxa em todos os aeroportos do País, principalmente onde são registrados os maiores fluxos de passageiros que viajam a lazer. A exceção seria o aeroporto internacional de Guarulhos, que fica instalado no Estado de São Paulo, responsável por um fluxo de 75% de recursos da Infraero, estatal responsável pela administração de 66 terminais do país. ?Em Guarulhos a demanda é superior para ele, então não mexeríamos em nada agora lá. Mas a previsão é que a taxa caia para US$ 30 no aeroporto do Galeão, no Estado do Rio de Janeiro?, afirma o ministro. Ele explica que ?nos aeroportos do Nordeste, que são mais de lazer, passaria para US$ 15 ou uma média entre US$ 15 e US$ 30, e nos chamados aeroportos de fronteira, como Amapá e Roraima, este valor cairia de US$ 36 para US$ 8?, ressalta, segundo ele isso seria uma ? forma lógica de aumentar a competição e o fluxo de passageiros internacionais?, afirmou. Segundo o ministro, a proposta de redução da taxa foi acordada entre os ministérios do Turismo, da Casa Civil, da Fazenda e da Defesa, e está baseada em um estudo que mapeou os volumes de recursos gerados pelos aeroportos e o perfil da demanda de cada terminal, avaliando as vantagens da redução. Nove milhões de turistas ?Em 1998, a taxa de embarque era de US$ 18. Estudamos o corte destes valores de tal maneira que ele possa ser compensado com o aumento da competitividade dos vôos internacionais que vem ao Brasil?, destaca Mares Guia. Segundo o ministro do Turismo, ?se temos planos de chegar a nove milhões de turistas internacionais até 2007 temos que mexer em tudo, dos preços dos combustíveis de aviação às tarifas alfandegárias?, completa Mares Guia.

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