Nacional
Procuradores fazem mo��o de rep�dio contra Aristides
O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo aprovou ontem por unanimidade uma moção de repúdio contra o ex-procurador-geral Aristides Junqueira, cujos honorários no caso Santo André foram pagos por Marcos Valério, apontado como operador do suposto ?mensalão?. A sugestão da moção de repúdio partiu do procurador René Pereira de Carvalho. O voto deve sair hoje no ?Diário Oficial? da Justiça. Segundo Carvalho, ao aceitar advogar para o PT, ?especialmente para atuar em medidas judiciais e extrajudiciais necessárias a proteger a boa imagem do partido?, Junqueira se esqueceu de seu passado como procurador-geral da República. Apesar do voto, Aristides Junqueira foi capa na revista do órgão deste mês, da Associação Paulista do Ministério Público em Reflexão, com o título ?Um eterno promotor de Justiça?. Pagamento Os nomes dos advogados e sócios Aristides Junqueira e Pedro Raphael aparecem na relação de pessoas indicadas pelo PT para receber recursos por meio do publicitário Marcos Valério de Souza. Na lista entregue pela gerente administrativa da agência SMPB, Simone Vasconcelos, à Polícia Federal, os dois são autorizados a receber R$ 185 mil em 28 de outubro de 2003. ?À época, a tesouraria do escritório regional do PT disse que os honorários referentes ao contrato estavam disponíveis. Nunca tive relação com a SMP&B. Ficamos sabendo disso depois.? Junqueira foi contratado pelo PT no final de junho para cuidar da defesa de Delúbio Soares nas investigações do ?mensalão?, mas acabou se desligando. Ele considerou-se eticamente impedido de continuar por ter também como sócio o subprocurador da República José Roberto Santoro, que atuou no caso Waldomiro Diniz. O advogado Pedro Raphael Campos Fonseca disse que eles foram contratados em setembro de 2002 pelo diretório do PT em São Paulo para atuar no caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.