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Em meio a protestos, PT pede desculpas � na��o

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| FOLHAPRESS Brasília O PT apresentou ontem uma resolução de sua Executiva onde faz um pedido formal de desculpas à nação sobre as denúncias de ?caixa 2? que envolveram diretamente dirigentes do partido. Em discurso na sexta-feira passada, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ?governo? e o PT precisavam pedir desculpas ?pelos erros cometidos?. A cúpula do PT também orienta os diretórios municipais da sigla para que promovam debates e manifestações em defesa da legenda e do governo Lula no dia 27 de agosto. Constrangimento Nesta resolução, a Executiva nacional do partido escreve: ?o Partido, com esta resolução, faz o seu primeiro pedido de desculpas à Nação, pois os atos que nos comprometem, moral e politicamente perante os brasileiros, foram cometidos por dirigentes do PT, sem o conhecimento de suas instâncias? e acrescenta que, ?quando tivermos um quadro completo das responsabilidades, como as já assumidas pelo nosso ex-tesoureiro [Delúbio Soares], elas serão amplamente divulgadas à sociedade brasileira?. O partido afirma que ?tais atos? criaram constrangimento para o PT e o próprio governo e que ainda é ?impossível? avaliar a extensão dos danos à legenda e afirma que ainda está disposto a defender o mandato do presidente Lula ?que já consolidou importantes conquistas para o povo brasileiro?. O documento ainda contém diretivas para a política econômica do governo, que deveria combinar ?altas taxas de crescimento? e ?juros compatíveis com o alavancamento da produção e do consumo das classes trabalhadoras de baixa e média renda, sem comprometer a estabilidade macro econômica?. PROTESTOS A manifestação liderada por PSTU e PSOL, que pediu o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entoou gritos contra Congresso, PSDB e PFL, levou ontem cerca de 12 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, segundo a Polícia Militar. Com isso, venceu a guerra de números contra o ato pró-Lula (10 mil pessoas) realizado anteontem em Brasília, sob o comando da Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Aos organizadores do protesto de ontem, uniram-se punks, servidores públicos, estudantes do Distrito Federal e representantes da esquerda cutista, PPS, PDT e até do ultradireitista Prona, do deputado Enéas Carneiro (SP). Queima de boneco de Lula Durante a marcha, que passou em frente ao Palácio do Planalto e terminou no gramado do Congresso, manifestantes queimaram um boneco que representava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pisaram em algumas bandeiras do PT. Nas cerca de quatro horas de manifestação, o que mais se viu foram faixas pedindo a saída de Lula e dos petistas ?corruptos? do governo, pessoas usando cuecas por fora da calça e máscaras representando José Dirceu, Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério. Do caminhão de som, além de pedidos em prol de uma revolução socialista e pela implantação de um governo operário e camponês, eram entoados gritos contra a ?política econômica neoliberal? e a favor do ?rompimento imediato com o Fundo Monetário Internacional?. Detalhe: o Brasil não tem, atualmente, acordo com o Fundo. Alguns dos coros provocaram risos até entre os organizadores, como ?Lula sabia, PT ladrão, rouba do povo pra botar no cuecão?. Ouviu-se também uma nova versão de tema de campanhas petistas passadas: ?Olê, olê, olê, olá, fora, Lula?.

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