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Severino � vaiado por 1.100 empres�rios

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| AGÊNCIA FOLHA São Paulo O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), foi vaiado ontem por uma platéia de cerca de 1.100 empresários ao defender, com rispidez, a imagem da Câmara. Convidado da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil para seu debate mensal ? em que o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como possibilidade ?Severino foi interrompido por 13 segundos de vaias quando respondia à pergunta do diretor de assuntos corporativos da Nestlé Brasil, Carlos Faccina. O empresário quis saber o que Severino faria para evitar que a Casa fosse transformada numa ?pizzaria??, já que existem 2.500 delas em São Paulo. ?Talvez Vossa Excelência não tenha acompanhado o que se passa na Câmara dos Deputados??, respondeu o deputado, provocando a reação negativa da platéia. Ainda sob vaias, Severino cobrou respeito: ?Este que está aqui falando deve merecer o respeito de todos os empresários e de todo cidadão brasileiro porque na vez passada, como corregedor da Casa, foi o que mais cassou mandato dos deputados??, disse, acrescentando: ?Posso ser vaiado, mas no final tenho certeza que vou ser aplaudido, porque cumpro com o meu dever??. Minutos mais tarde, Severino arrancou risos ao afirmar: ?Gostei das vaias que recebi??. Mas provocou um silêncio constrangido ao citar o nome do ex-deputado Sérgio Naya como demonstração de sua disposição de punir culpados. ?Tenho certeza que serei aplaudido quando vocês souberem que este parlamentar cassou o mandato de um companheiro de partido, que era um das pessoas mais queridas entre os parlamentares, o ex-deputado Sérgio Naya??. O risco de impeachment de Lula esteve no cardápio. Apresentado aos empresários como o segundo na linha sucessória da República, atrás do vice José Alencar, Severino foi indagado pelo presidente da Unidas, Álvaro de Souza, sobre qual seria sua primeira medida caso assumisse a cadeira de Lula. Severino respondeu que sua passagem seria transitória, de 30 dias. Num outro momento delicado, o presidente da Amil, Edson de Godoy Bueno, questionou, numa pergunta que incluía Lula, que exemplo Severino poderia dar às crianças por ter chegado tão longe com baixo nível de escolaridade. ?Temos que cassar o mandato e levar para a cadeia todos aqueles que dilapidaram o patrimônio, tirando das crianças a oportunidade de estudar??. Palocci Na tribuna ou fora dela, Severino pregou a defesa do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a quem chamou de ?imprescindível??. ?A escolha de Palocci é que está salvando o governo Lula??, disse, em entrevista, acrescentando: ?Se Palocci sair, vai ser um desastre para a economia e para o país??. Mais tarde, na abertura do discurso, Severino apelou aos empresários: ?Nós precisamos prestigiar o ministro da Fazenda. No momento em que não acreditarmos no homem que dirige as nossas finanças, o Brasil ira à bancarrota Espero sair daqui levando o apoio dos senhores para mostrar que o Brasil inteiro acredita no ministro da Fazenda??. ### Oposição reclama da agenda da CPI Parlamentares da oposição acusam o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), de manobrar os trabalhos a favor do governo ao marcar depoimentos considerados fracos. Pela segunda semana consecutiva, eles afirmam que a agenda foi decidida à revelia do PFL e do PSDB. Está marcado para hoje o depoimento do ex-presidente do Banco Popular, Ivan Guimarães, e para quinta-feira o de Marcus Vinícius Vasconcelos, genro do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Os oposicionistas querem substituir esse último pelo ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação de Governo). Delcídio nega que a comissão seja ?chapa-branca?. Segundo ele, o pedido para ouvir Guimarães é da própria oposição. O presidente também afirma que marcou o depoimento de Marcus Vinícius a pedido o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR). toninho da barcelona Apesar de a sessão administrativa estar marcada somente para quinta-feira, parlamentares do PFL e do PSDB insistem em votar hoje requerimentos para convocar o doleiro Antonio Claramunt, o Toninho da Barcelona, o presidente do Sebrae Paulo Okamotto e os donos da corretora Bônus-Banval. ?Essa agenda é fraca, inconsistente e não vai render muitos frutos para a CPI?, disse o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA). ?Essa agenda é uma vergonha, é um escândalo?, afirmou o deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ). Operação-abafa Serraglio também refuta que haja uma operação-abafa. ?Em nenhum momento estamos obstruindo. É que ou damos uma direção, um foco que nos compete, ou fazemos um palco e chamamos todas as autoridades para serem ouvidas?, disse ele. O objetivo ao convocar Guimarães seria investigar o contrato de publicidade do banco com a DNA, agência do publicitário Marcos Valério de Souza, que também prestava serviço para os Correios. Já Marcus Vinícius é acusado de fiscalizar a arrecadação de recursos em estatais para o PTB. Tanto Delcídio e Serraglio quanto os subrelatores têm afirmado que seria mais produtivo neste momento a CPI se concentrar na análise de documentos, como as quebras de sigilo bancário dos acusados, do que em depoimentos. Uma diligência da CPI ouviu na semana passada Toninho da Barcelona, que está preso em São Paulo. Sem apresentar provas, ele disse que partidos políticos enviaram dinheiro irregularmente para o exterior e ficou de dar mais detalhes em uma audiência pública em Brasília. Governistas resistem alegando que ele não tem credibilidade e que estaria fazendo acusações em troca da redução de sua pena. Já o interesse no presidente do Sebrae deve-se ao fato dele ter declarado que pagou uma dívida de R$ 29,4 mil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o PT. Parlamentares da oposição desconfiam da versão. |AF ### Pré-candidatura de Alckmin já aparece com novo slogan Tucanos alinhados ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), começam a distribuir hoje 10 mil adesivos com um novo slogan para sua pré-candidatura à Presidência. O material traz a frase ?Por um Brasil competente, Geraldo Alckmin presidente?? em substituição à que vinha sendo usada: ?O Brasil precisa de um gerente, Geraldo presidente??. Com o novo material, os tucanos afirmam já ter atingido a marca de 100 mil adesivos de apoio à pré-candidatura do governador. A propaganda, dizem, é extra-oficial e bancada por militantes. A mudança de slogan se deve ao fato de o governador ser conhecido como ?Alckmin?? nos Estados de Norte e Nordeste, e não apenas como ?Geraldo??. Há ainda outro motivo: a frase anterior foi vista com ressalvas, já que assessores do governador acreditam que a imagem de ?gerente?? é pouco para quem quer comandar o país. ?Estamos procurando deixar o debate eleitoral para 2006, mas é evidente que pessoas tomem iniciativa em função da naturalidade da candidatura??, disse o presidente do PSDB municipal, deputado estadual Edson Aparecido. Engavetamento Nesta semana, o governador não será alvo só de manifestações de apoio. Na sexta-feira, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e movimentos sociais preparam um protesto contra o ?engavetamento?? de CPIs na Assembléia, entre outros temas. Alckmin admitiu na semana passada que está disposto a disputar a sucessão presidencial de 2006, numa ofensiva para que o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), não se transforme no candidato natural do partido, já que ele aparece com mais chances de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a última pesquisa Datafolha. |AF ### Garotinho se lança candidato a presidente As bancadas federal, estadual e municipal do PMDB do Rio lançaram ontem, no Rio de Janeiro, a pré-candidatura do ex-governador Anthony Garotinho à Presidência da República para as prévias do partido, previstas para março de 2006. Cerca de 400 pessoas, entre deputados, prefeitos, vereadores e militantes do PMDB fluminense, dominado por Garotinho, lotaram o auditório da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro da cidade. Foi lançado um manifesto em favor da candidatura de Garotinho, que será distribuído em todo o Brasil para colher assinaturas. ?Na marra, no voto? Garotinho afirmou que ?muitas pessoas no PMDB são contra a sua candidatura? e disse que vencerá ?na marra, no voto?. Se quiser participar das prévias, o ex-governador do Rio e atual secretário estadual de Governo terá que efetuar sua inscrição até o dia 1º de dezembro. Durante o evento, Garotinho afirmou que é preciso que o PMDB encontre o seu caminho e resgate sua história. ?O PMDB é o pai de todos os partidos que existem por aí. E depois da Constituição de 1988 não teve mais candidatura própria a presidente e ainda apoiou candidatos que nada têm a ver com a sua história?, declarou. Na eleição de 1989, o então deputado Ulysses Guimarães foi candidato pelo partido no qual presidia. Ataque a Lula O ex-governador atacou o governo Lula. Disse não estar feliz com o que vem acontecendo, mas acusou o presidente de ?trair o povo? ao manter a política econômica, a que chamou de ?camisa de força? do FMI (Fundo Monetário Internacional). ?O PT e o PSDB são farinha do mesmo saco?. Garotinho faz parte da ala oposicionista do PMDB, contra a aliança do partido com o Planalto, que aumentou o número de ministros pemedebistas. Além da pré-candidatura de Garotinho, o PMDB aprovou ontem a indicação do atual senador Sérgio Cabral Filho como provável candidato do partido ao governo do Rio e do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciani, como postulante ao Senado. |AF ### Senadores do PMDB lançam grupo de oposição a Lula Mesmo tendo recebido mais um ministério neste ano, uma ala do PMDB no Senado está formando uma dissidência intitulada ?Novo Grupo Autêntico do PMDB?. Formada por sete dos 24 integrantes da bancada, essa corrente pretende fazer uma oposição ?equilibrada e responsável? ao governo federal. O lançamento do grupo constitui uma espécie de desafio ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que articulou a aliança do partido com o Palácio do Planalto, cujo resultado foi a ampliação do número de ministros peemedebistas, inclusive com pastas mais importantes, como Minas e Energia e Saúde. Sem assinatura O senador Mão Santa (PMDB-PI) divulgou um manifesto ontem, mas o documento não foi assinado pelos demais. Entre os senadores que estão formando o movimento estão o relator da CPI dos Bingos, Garibaldi Alves Filho (RN) e o presidente da CPI do Mensalão, Amir Lando (RO). Amir Lando foi ministro da Previdência Social no governo Lula, de janeiro a março deste ano, e saiu do governo insatisfeito por ter perdido o cargo. Também fazem parte dessa corrente os senadores Ramez Tebet (MS), Pedro Simon (RS), Sérgio Cabral (RJ) e Almeida Lima (SE). As principais bandeiras do grupo são a candidatura própria à Presidência da República no próximo ano e a ética na administração pública. ?O lançamento de candidatura própria será uma oportunidade de demonstrarmos à população que é possível o exercício do mais relevante cargo executivo nacional sem ferir a ética, sem confundir a estrutura do Estado com a dos partidos de sustentação do governo e sem ceder à tentação do abuso do poder econômico e político?, diz o manifesto. Minimizando O líder do PMDB, senador Ney Suassuna (PB), tentou minimizar a iniciativa. ?Cada senador é independente e vota de acordo com sua consciência. Esse grupo não se reverterá concretamente em votos contra o governo?, disse ele. O partido, que é a maior bancada na Casa, ocupa três ministério no governo Lula atualmente: Minas e Energia, Comunicações e Saúde. |AF

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