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Genro de Jefferson fala em mensal�o

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Chico de Gois Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - Em depoimento à CPI dos Correios, o genro do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), Marcos Vinícius Vasconcelos, disse que ouviu falar ?várias vezes?, no PTB, da existência do ?mensalão?. Ele também confirmou que seu sogro pegou R$ 4 milhões do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para, supostamente, pagar despesas de campanha do partido, mas afirmou não saber para quem foi distribuída essa verba. ?Na minha opinião, ele não distribuiu esse dinheiro?, disse Vasconcelos, que se irritou com o questionamento da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que insistiu em saber o que foi feito com os recursos. ?Eu não vou me preocupar com um dinheiro que não é meu?, afirmou. Vasconcelos acredita que os R$ 4 milhões não foram repassados porque, segundo contou, presenciou candidatos a prefeito pressionando Jefferson por causa de dificuldades financeiras. ?Se tivessem recebido [os R$ 4 milhões], não estariam pressionando.? As explicações de Vasconcelos coincidem com a versão apresentada por Jefferson à CPI. O genro do deputado afirmou que anteontem, antes do depoimento, esteve com o sogro ?para lhe dar um abraço?. ?Ele me sugeriu serenidade e calma para eu dizer o que sei.? As declarações de Vasconcelos tiveram o cuidado de fortalecer as versões apresentadas pelo deputado federal. ?Tenho orgulho de Roberto Jefferson porque ele deu uma contribuição ao Brasil ao desvendar a corrupção no país.? Questionado se tinha conhecimento de que Jefferson havia pedido ao ex-presidente do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) Lídio Duarte que obtivesse R$ 400 mil de empresas para ajudar nas campanhas do PTB, Vasconcelos negou. ?Não é verdade que ele foi forçado a dar R$ 400 mil para o partido.? O genro de Roberto Jefferson afirmou que esteve nos Correios ?umas oito vezes, no máximo?, em dois anos. Segundo Vasconcelos, ele encontrou-se com o ex-diretor de administração dos Correios Antonio Osório para ?tratar de política?, uma vez que Osório também integra a executiva do partido. Ele assentiu, ainda, que esteve ?umas duas vezes? com Maurício Marinho, flagrado recebendo propina na estatal. Vasconcelos negou que atuasse como fiscal de Roberto Jefferson nas estatais sob influência do partido. Maurício Marinho chegou a dizer, em depoimento, que Vasconcelos era ?os olhos e ouvidos? de Jefferson. ?É uma colocação bastante exagerada.? ### Relator deve pedir cassação de Jefferson Apesar de o relator do processo de cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, Jairo Carneiro (PFL-BA), não adiantar qual será o seu voto, a expectativa é de que o relatório recomende a perda do mandato do parlamentar. O relator apresentará o parecer no fim da manhã de hoje. E a votação deste parecer deverá ser na segunda-feira, em sessão de julgamento prevista para as 18h30. Na semana que vem, a expectativa é de que o relatório seja levado a votação no plenário da Câmara, quando enfim será selado o destino político de Roberto Jefferson. Jefferson seria cassado por três motivos: não conseguiu comprovar as denúncias sobre mensalão; confessou a prática de caixa 2 na campanha, ao revelar que recebeu do PT R$ 4 milhões não declarados em 2004; e admitiu que pediu a diretores de estatais indicados pelo PTB que arrecadassem recursos para o partido. CPI DOS BINGOS Ex-assessor do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda), Rogério Tadeu Buratti, 42, decidiu depor hoje na CPI dos Bingos no Senado para explicar aos senadores o que ele ?quis dizer? quando prestou o primeiro depoimento à Polícia Civil de Ribeirão Preto. O advogado de Buratti, Roberto Telhada, desqualificou o depoimento de seu cliente prestado na semana passada, em Ribeirão. ?Eu desqualifico completamente aquele depoimento, que foi prestado em condições absolutamente impraticáveis, desfavoráveis?, afirmou Telhada, dando a entender que Buratti pode mudar as versões apresentadas em seu primeiro depoimento. Buratti afirmou na Polícia Civil que a empresa Leão&Leão pagava R$ 50 mil de propina por mês em 2001 e 2002 a Palocci, então prefeito de Ribeirão. Em 1993 e 1994, primeira gestão do ministro, Buratti foi secretário de Governo. Palocci nega a acusação.

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