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CPIs apresentam relat�rio de cass�veis

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| Fernanda Krakovics Folhapress Brasília - Um dia após afirmar que pouparia os deputados Sandro Mabel (PL-GO) e Pedro Henry (PP-MT) em seu parecer sobre o envolvimento de parlamentares no esquema do ?mensalão?, o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), recuou e decidiu incluí-los entre os casos passíveis de cassação de mandato, mesmo tendo afirmado que não há evidências contra eles. ?Eu preferi uniformizar, não tem sicrano nem fulano, vai todo mundo para o Conselho de Ética. Em relação a eles a prova é muito frágil, só tem o [deputado] Roberto Jefferson [PTB-RJ] falando, mas e se ele está falando a verdade? Se eu separá-los vou estar fazendo um juízo de valor?, disse Serraglio, que apresenta o relatório parcial hoje com o nome de 18 parlamentares que teriam quebrado o decoro parlamentar. O temor do deputado era que ao amenizar o caso dos dois sua atitude fosse interpretada como uma espécie de ?acordão? pela opinião pública para poupá-los. A decisão também aumentaria a pressão dos demais deputados citados no documento para serem colocados na mesma classificação. Serraglio afirmou anteontem que não tem provas de que Henry e Mabel foram beneficiados com saques das contas do publicitário Marcos Valério de Souza. Ele foi suscetível, no entanto, à crítica de que estaria ?flexibilizando a ética?. Serraglio apresenta hoje, em sessão conjunta das CPIs dos Correios e do Mensalão, um relatório parcial indicando 18 deputados que teriam quebrado o decoro parlamentar. O documento também será assinado pelo relator da CPI do Mensalão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG). ?Todos eles de alguma forma quebraram o decoro e aí o Conselho de Ética vai avaliar se as provas são suficientes ou não?, disse Serraglio. Se o relatório for aprovado pelo plenário das CPIs será encaminhado para o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE). A proposta de um relatório conjunto foi feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como forma de tentar encerrar a disputa entre as duas comissões, o que ameaçava prejudicar as investigações. Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Mensalão acusavam os dos Correios de estarem invadindo a competência deles. ### José Dirceu acusa relator de quebrar decoro parlamentar Ameaçado de figurar como o ?chefe do esquema? na lista de cassáveis que as CPIs dos Correios e do Mensalão apresentam hoje, o ex-ministro José Dirceu (PT-SP) acusou o relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de ?quebrar o decoro parlamentar?. Dirceu também conseguiu do relator da CPI do Mensalão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), apoio à sua tese de que não pode ser cassado por atos que teria cometido quando chefiava a Casa Civil da Presidência - ou seja, fora do exercício do mandato de deputado. Serraglio havia dado a entender que iria listar Dirceu como suposto responsável pelo esquema do ?mensalão?. Anteontem, as duas CPIs acertaram um relatório conjunto que deve apontar nomes de pelo menos 18 parlamentares com indícios de envolvimento. Sem testemunhas Os três deputados federais convidados a ir no Conselho de Ética do processo movido contra o deputado José Dirceu (PT-SP) recusaram o convite para depor nesta semana. O deputado sofre processo no Conselho por quebra de decoro devido a um suposto envolvimento com o esquema do mensalão. A defesa chamou os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP), ex-ministro da Coordenação Política, Arlindo Chinaglia (PT-SP), atual líder do governo na Câmara, e Eduardo Campos (PSB-PE), ex-ministro da Ciência e Tecnologia. Os três alegaram problemas de agenda para não depor nesta semana ao Conselho de Ética da Câmara. Nova denúncia Soraya Garcia, que foi assessora financeira da campanha de Nedson Micheleti a prefeito de Londrina, diz que o ex-ministro José Dirceu levou dinheiro vivo para pagar dívidas do partido. Segundo ela, que já havia feito a denúncia ao Ministério Público, o PT gastou R$ 6,3 milhões na reeleição do prefeito de Londrina e não R$ 1,3 milhão, como foi declarado na prestação de contas. Agora, Soraya denuncia também a participação direta de José Dirceu na campanha. Segundo a ex-assessora do PT, foi nesse dia que o ex-ministro levou à cidade R$ 300 mil em notas de R$ 100 e entregou ao comitê do partido. O deputado José Dirceu (PT-SP) disse ontem, por meio de sua assessoria, que é uma ?mentira deslavada? a afirmação de Soraya Garcia. A assessoria de Dirceu disse também que Soraya é uma pessoa magoada com o PT.

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