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PF faz apreens�o em endere�os de Duda
| Folhapress Salvador O escritório, a residência e uma chácara do publicitário Duda Mendonça, localizados em Salvador e na região metropolitana da capital baiana, foram vasculhados ontem por três equipes da Polícia Federal que cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na operação, que começou às 6h30, foram apreendidos documentos, livros, computadores, agenda e comprovantes bancários que podem, segundo as investigações, ter relação com as denúncias de caixa dois envolvendo o PT. Responsável pela campanha publicitária que levou Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, Duda Mendonça afirmou em depoimento na CPI dos Correios ter recebido R$ 10,5 milhões numa conta bancária aberta em nome da offshore Dusseldorf Company Ltda, nas Bahamas. O dinheiro, de acordo com o publicitário, referia-se a serviços prestados ao PT durante as eleições de 2002. A PF e o Ministério Público estão investigando a origem do dinheiro que foi transferido para essa conta. Nesta semana, a PF informou que já tem indícios para indiciar o publicitário pelo crime de sonegação de divisas. As equipes, formadas por agentes da Delegacia da Polícia Federal da Bahia e de Brasília, também contaram com a presença de dez auditores da Receita Federal, que vasculharam o apartamento do publicitário no bairro de Corredor da Vitória, seu escritório no bairro da Barra - os dois endereços em Salvador - e uma chácara em Camaçari (região metropolitana de Salvador), onde o publicitário costuma passar os fins de semana. O delegado que comandou a operação, Clayton Eustáquio Xavier, não forneceu detalhes sobre o material recolhido que foi enviado para Brasília. A reportagem procurou Duda Mendonça em sua casa, na chácara e no escritório. De acordo com funcionários, o marqueteiro estava em viagem. A reportagem disse aos funcionários que precisava ouvir o publicitário a respeito da operação da PF e deixou telefones para contato, mas Duda Mendonça não ligou de volta. ### Genoino nega envio de dinheiro ao MA O ex-presidente do PT José Genoino afirmou ontem, em depoimento à Polícia Federal de São Paulo, não ter conhecimento do envio de R$ 327 mil ao diretório regional do partido no Maranhão para o pagamento de dívidas de campanha. O tesoureiro petista no Estado, Luiz Henrique Souza, disse, numa reunião interna da legenda, que um emissário da direção nacional teria providenciado uma ?mala? com ?verdinhas? destinada ao pagamento de débitos. A quantia não teria sido registrada na Justiça Eleitoral. Genoino foi ouvido por cerca de 20 minutos pelo delegado Ademir Alves na condição de testemunha do inquérito que investiga o caso. Segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, o ex-dirigente petista ressaltou que, quando presidia o partido, tinha funções específicas, como contatos políticos com bancadas e diretórios regionais. ?As questões financeiras eram tratadas de forma autônoma por dirigentes eleitos para isso? -no caso, o ex-tesoureiro Delúbio Soares - disse Genoino. ### Marcos Valério depõe pela 3ª vez à PF O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse não ter revelações a fazer à Polícia Federal em seu terceiro depoimento. ?Não tem revelação. Eu vejo no jornal muita especulação?, afirmou ao chegar à sede da PF em Brasília. Nos dois primeiros depoimentos à Polícia Federal, informações novas foram prestadas às CPIs dos Correios e do Mensalão, como os depósitos de R$ 10,5 milhões feitos nas contas do publicitário Duda Mendonça para o pagamento das campanhas eleitorais de 2002. Os investigadores pretendiam apurar as contradições entre os primeiros depoimentos e as informações prestadas pelo empresário nas outras instâncias e as declarações que contradizem as afirmações de Valério. Na última semana, por exemplo, o sócio da Bônus-Banval, Enivaldo Quadrado, disse que recebeu R$ 6,5 milhões de investimentos de Valério, mas negou que repassasse recursos para políticos. O dinheiro seria investido em ouro e dólar futuro no mercado financeiro. No mesmo dia, Valério divulgou nota em que negava os investimentos e confirmava a informação prestada à PF de que R$ 3,5 milhões foram destinados à políticos por intermédio da Corretora. CPI dos Correios O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse ontem que a comissão vai votar um relatório sobre o funcionamento do esquema financeiro do empresário Marcos Valério nas eleições para o governo de Minas Gerais em 1998. Ele afirmou que vai pedir explicações por escrito de todos os parlamentares que receberam recursos da contas de Valério. ?Vamos investigar 98 e vamos continuar investigando o valerioduto. Apresentaremos à CPI um relatório sobre as eleições de 1998 em Minas Gerais?.