Nacional
MST deve solicitar liberdade para Rainha
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, afirmou ontem que a coordenação do movimento vai entrar na Justiça com pedido de liberdade provisória para José Rainha Junior, preso anteontem no Mirante do Paranapanema, oeste do Estado de São Paulo. ?Todos sabemos que é um companheiro inocente. E o único crime que ele fez foi lutar pela terra e contra a desigualdade social?, falou Rodrigues. A última prisão de Rainha aconteceu em 2003. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, Dirceu Urdiales, afirmou que o mandado decretado pela juíza Adriana Nolasco da Silva foi motivado pela suposta responsabilidade de Rainha, como líder do MST, na invasão de uma fazenda na região do Pontal do Paranapanema e por suas ?recentes declarações? prometendo nova onda invasões de terra. No momento da prisão, o delegado de Mirante do Paranapanema, Roberto Miguel, afirmou a Rainha que ele estaria sendo detido ?para manter a ordem pública?. A ação do MST que originou a detenção, segundo Urdiales, é a fazenda Santa Cruz, invadida em julho. Grito dos excluídos A 11ª edição do Grito dos Excluídos, o protesto que é organizado pela CNBB e centrais sindicais, pediu mudanças na economia, o fim da corrupção e da crise política. Milhares de pessoas se reuniram para o Grito dos Excluídos no pátio da Basílica de Aparecida, no interior paulista. A missa do trabalhador reuniu 40 mil pessoas, segundo cálculo da própria igreja. Em São Paulo, a missa foi na Sé. Depois, os manifestantes seguiram para o bairro do Ipiranga, local do grito da Independência. Quem protestava contra a violência em frente a Secretaria de Segurança, se juntou à caminhada. O protesto em Blumenau, Santa Catarina, reuniu trabalhadores, desempregados e estudantes. Eles reclamaram da corrupção no Brasil e pediram o fim das mortes no Iraque. Em Porto Alegre, pelo menos 35 entidades ligadas a movimentos sociais promoveram o Grito dos Excluídos. Uma celebração religiosa antecedeu a passeata que foi até o Palácio Piratini. Debaixo de sol quente, em Fortaleza (CE), os manifestantes fizeram batucada e pediram um Brasil com mais emprego e justiça social. No Recife (PE), estudantes, trabalhadores rurais e idosos protestaram contra as desigualdades e a corrupção. Em Vitória (ES), o movimento atraiu mais de duas mil pessoas ao desfile de 7 de Setembro segundo a organização do evento. A caminhada, que pretendia aprofundar a discussão sobre a violência no Estado, terminou levando à avenida Dante Micheline reivindicações das mais diversas, vindas dos mais variados movimentos sociais.