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CPI ouve Gushiken, Dantas e banqueira

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Brasília - A CPI dos Correios fechou o calendário de trabalho para as próximas duas semanas. No dia 13, a sub-relatoria do Sistema Financeiro vai tomar o depoimento da presidente do Banco Rural, Katia Rabelo, e de dirigentes da instituição. No mesmo dia, a sub-relatoria de Contratos ouvirá dirigentes da empresa Skymaster, que presta serviços aos Correios, e da empresa de informática Novadata. No dia seguinte, será a vez do secretário do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Luiz Gushiken. No dia 15, está prevista uma reunião administrativa para a votação de novos requerimentos. A expectativa é que, também no dia 15, seja apresentado o segundo relatório parcial da comissão. No dia 20 de setembro, a sub-relatoria do Sistema Financeiro tomará o depoimento de dirigentes do BMG e de Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério. No mesmo dia, o ex-diretor de Operações dos Correios, Mauricio Madureira, prestará depoimento à sub-relatoria de Contratos, que também ouvirá dirigentes da empresa aérea Peta. No dia 21, está prevista uma audiência na CPI com o empresário Daniel Dantas, e, no dia 22, outra reunião administrativa. A pedido da CPI dos Correios, policiais federais ouviram em Belo Horizonte, o presidente da DNA Propaganda, Chico Castilho. Eles investigam se o dinheiro retirado das contas das empresas de Marcos Valério foi usado para pagar o mensalão. Chico Castilho disse aos policiais que fez um saque de R$ 100 mil na conta da DNA em 2004, a pedido de Marcos Valério. O dinheiro teria sido entregue a outra empresa do grupo, a Grafite Participações, para distribuição de lucros entre os sócios. A polícia também ouviria ontem Ademir Lucas, ex-prefeito de Contagem pelo PSDB. O funcionário de uma fundação da prefeitura na época, Cristiano Paiva Nunes, retirou R$ 300 mil de uma outra empresa de Marcos Valério, a SMP&B. ¨ Mensalinho de Severino Uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, deve ser apresentada ao Conselho de Ética da Câmara pelos partidos de oposição na semana que vem. Severino Cavalcanti, que está em Nova York para uma reunião das Organizações das Nações Unidas, não quis comentar as denúncias de que teria recebido propina mensal para manter um restaurante do Congresso em funcionamento.

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