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Marinho � demitido por justa causa
| FOLHAPRESS Brasília O ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho foi demitido por justa causa, depois que uma sindicância da estatal detectou irregularidades em sua gestão. A demissão, no entanto, valerá somente depois que sua licença médica terminar. Pivô da atual crise política, Marinho afastou-se do cargo depois da divulgação de uma fita em que ele negociava propina com empresários interessados em participar de uma licitação. No vídeo, o funcionário dos Correios dizia ter o respaldo do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) e recebia R$ 3.000. Na série de dez depoimentos prestados ao Ministério Público entre 29 de junho e 19 de julho, Marinho disse que a estrutura da estatal era usada para campanhas políticas. Maurício Marinho disse ter sofrido ?muita pressão nos períodos que antecederam o primeiro e o segundo turno das eleições para prefeito e vereador?, no ano passado. Aos procuradores do Ministério Público, Marinho levou ainda a denúncia de que, em grandes capitais, cartas para eleitores e material gráfico repassado pelo correio não eram faturados, ou seja, candidatos enviavam material de campanha gratuitamente usando a estrutura das agências da estatal. CASSAÇÃO DE DEPUTADOS Depois de três meses de funcionamento, 55 depoimentos tomados e 168 ofícios expedidos, que resultaram em 15.769 páginas de documentos, a comissão de sindicância da Câmara anunciou ontem que vai sugerir abertura de processo de cassação contra os 18 deputados apontados pelas CPIs dos Correios e do Mensalão como suspeitos de envolvimento no escândalo que resultou na atual crise política. A Mesa da Câmara reúne-se na terça-feira para analisar os relatórios das CPIs e da comissão de sindicância e decidir contra quais acusados serão abertos processos de cassação. O autor das denúncias sobre o mensalão, Roberto Jefferson (PTB-RJ), terá seu destino definido na quarta-feira, quando o plenário da Câmara vota o pedido de cassação de seu mandato.