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Gushiken bate-boca em CPI dos Correios

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| Adriana Vasconcelos Agência O Globo Brasília - O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) do governo Luiz Gushiken admitiu ontem que fez indicações e manteve contatos estreitos com dirigentes de fundos de pensão, embora garanta que nunca interferiu nos negócios fechados por essas instituições. Em depoimento à CPI dos Correios, Gushiken negou que tenha beneficiado as agências de publicidade do empresário Marcos Valério de Souza em licitações de estatais e rebateu com veemência a todos os ataques dirigidos ao governo Lula. Gushiken admitiu que durante o governo de transição indicou Wagner Pinheiro para a presidência da Petros. Devido ao interesse que sempre teve nas atividades dos fundos de pensão, disse que mantinha contatos constantes com o presidente da Previ, Sérgio Rosa, de quem se considera amigo pessoal, e mesmo do presidente da Funcef, Guilherme Lacerda. Mas negou que tenha fundado a ?República Gushiken? nos fundos de pensão. Visivelmente desconfortável e externando irritação em vários momentos, o ex-ministro chegou a ser repreendido quando reagiu aos gritos às acusações do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) de que seria integrante de uma quadrilha de corrupção montada pelo PT. ?Me espanta a leviandade com que trata o governo. Para me acusar de formador de quadrilha, apresente provas! Não se esconda sob seu mandato para fazer acusações levianas!?, berrou Gushiken, após a interpelação de Lorenzoni. ?Contenha-se!?, pediu o vice-presidente da CPI, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA). Os primeiros sinais de impaciência de Gushiken foram externados quando ainda estava sendo interpelado pelo relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). O ex-ministro minimizou o fato de um de seus assessores na Secom ser casado com uma funcionária da Multiaction, empresa da qual Marcos Valério era sócio, que prestou serviços para estatais com o aval da secretaria. Apesar de reconhecer erros cometidos por dirigentes do PT, o chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), Luiz Gushiken, afirmou ontem, na CPI dos Correios, que ?forças da direita? estão se aproveitando da atual crise para fazer disputa política.

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