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Dinheiro foi transportado por avi�o

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| Kamila Fernandes Folhapress Fortaleza - Malas e pacotes foram usados para despachar até São Paulo, em um vôo comercial, parte dos R$ 164,8 milhões furtados do Banco Central em Fortaleza, no início do mês passado. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça na sexta, o dinheiro foi levado até o aeroporto de Fortaleza em três táxis e uma picape e embarcado como bagagem comum, sem nenhum problema. Alguns dos acusados de envolvimento no crime também embarcaram em um vôo comercial para a capital paulista, com mulheres e crianças, poucas horas depois de arrombar a caixa-forte. Seis homens foram denunciados até agora pelo envolvimento no crime. Entre eles, três são considerados foragidos, justamente os que teriam participado da ação: Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como Alemão, Tadeu de Souza Matos e Marcos Rogério Machado de Morais. Esse último é irmão de José Charles Machado de Morais, dono da JE Transporte, preso em Minas quando transportava até São Paulo, em um caminhão-cegonha, três carros recheados com notas de R$ 50, as mesmas levadas do BC. Também estão presos os irmãos José Elizomartes Fernandes e Francisco Dermival Fernandes, donos da revenda de carros Brilhe Car, onde a quadrilha comprou dez veículos por R$ 980 mil, à vista e em dinheiro. Os três empresários presos não foram indiciados por furto qualificado como os demais, mas por lavagem de dinheiro. Até agora, o homem apontado como o possível líder da quadrilha, conhecido pelo nome falso de Paulo Sérgio de Souza, não foi identificado. O furto ao prédio do BC ocorreu entre os dias 5 e 6 de agosto, durante a madrugada. Para chegar à caixa-forte, a quadrilha escavou um túnel de 80 metros, de uma casa a dois quarteirões do alvo. Ao contrário do que concluiu a sindicância interna do BC no último dia 8, para o MP participação de algum funcionário do banco.

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