Nacional
Conselho n�o aceitar� recuo, diz Izar
| Ranier Bragon Folhapress Brasília - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), apresentou ontem um parecer técnico que diz não haver possibilidade de um partido recuar na acusação formal (representação) que faz contra um parlamentar no conselho. Foi uma reação à intenção anunciada pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de retirar as representações que resultaram na abertura de processo de cassação contra os deputados José Dirceu (PT-SP) e Sandro Mabel (PL-GO). ?Se nem a renúncia do acusado é capaz de pôr fim ao processo já instaurado e em pleno andamento, também não nos parece possível que a ?renúncia da condição de acusador possa vir a fazê-lo, em face do interesse público na continuidade das investigações?, diz parecer assinado pelas consultoras legislativas Luciana Botelho Pacheco e Luciana Peçanha Martins. ?Tem-se a impressão de que está havendo um acordo, mas acordo no conselho não tem. Se todo mundo pensar em retirar processo, isso vira uma baderna?, disse Izar. Segundo ele, os processos continuam. Com o argumento de que o PTB não tem mais poder sobre a acusação feita contra os dois deputados, integrantes do conselho disseram que a tentativa de Jefferson assemelha-se a um ?acordo? e que os processos vão até o fim. O relator da investigação contra Dirceu, Júlio Delgado (PSB-MG), chegou a dizer que o voto nulo do petista na sessão da última quarta-feira que cassou o mandato de Jefferson pode ter sido ?a senha de um eventual acordo?. Dirceu depositou a cédula fora do envelope, o que anulou o seu voto. ?Esse ato pode ter sido a senha de um eventual acordo, no qual eu não quero acreditar?, disse Delgado.