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Procurador diz ter provas do mensalinho

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| Folhapress Brasília O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, afirmou ontem que recebeu um documento de um órgão público que comprovaria que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), recebeu mensalinho por mais de um ano. O documento apontaria uma transferência bancária feita pelo empresário Sebastião Buani para Severino. O procurador não deu detalhes sobre a data da transferência tampouco sobre o valor da transação. Souza reafirmou que existem provas suficientes da prática de crime por parte de Severino. ?Os elementos são bastante consistentes quanto à participação dele [Severino Cavalcanti]?, afirmou. Renúncia O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), vai renunciar hoje ao mandato e à presidência da Casa, afirmou o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) que esteve com Severino ontem. ?O presidente está decidido, está fazendo as últimas considerações. Tudo indica que ele vai renunciar ao mandato. Ele tomou uma decisão e está refletindo com a família as conseqüências disso?, afirmou. Após visitar Severino, o presidente do PP, deputado Pedro Correa (PE), disse, no entanto, que ele não havia revelado sua decisão. ?Ele recebeu muitos apelos para que permanecesse no cargo, mas ele não quis correr o risco porque quer ser candidato no próximo ano?, disse. Sucessão Com a possível renúncia de Severino, o segundo vice-presidente da Câmara, José Thomaz Nonô (PFL-AL), assume interinamente a presidência e, em cinco sessões, deve comandar a eleição do sucessor do atual presidente, que deverá ser conhecido até o fim da próxima semana. A disputa está acirrada. Nonô é o candidato do PFL. Ontem, o PT vetou um nome do PMDB - os pré-candidatos são Michel Temer (SP) e Osmar Serraglio (PR) - e reforçou os nomes petistas para a presidência - José Eduardo Cardozo (SP), Sigmaringa Seixas (DF), Paulo Delgado (MG) e Arlindo Chinaglia (SP). Laudo O laudo da perícia do Instituto Nacional de Criminalística feito no documento que garantiria a renovação do contrato de funcionamento do restaurante Fiorella, de Sebastião Buani indica que a assinatura é do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE). No entanto, a Polícia Federal afirmou que o resultado não foi conclusivo porque a análise foi feita com base na cópia do documento original, que desapareceu. De qualquer forma, mesmo não sendo considerada uma prova, a análise da perícia será anexa ao inquérito que investiga a existência do mensalinho. O inquérito já está no Supremo Tribunal Federal (STF).

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