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Val�rio era facilitador do Banco Rural

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| Luiz Francisco Folhapress Brasília - Em depoimento ontem ao Conselho de Ética, a presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, classificou como ?absolutamente anormal? o fato de a secretária do publicitário Marcos Valério, Simone Vasconcelos, utilizar as dependências da agência de Brasília para fazer pagamento em dinheiro a pessoas indicadas por Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Rabello foi convidada para depor no Conselho por ser testemunha de acusação, indicada pelo PTB, no processo contra o deputado José Dirceu (PT-SP). ?Acho normal atender clientes em salas separadas. Mas, sem dúvida, é absolutamente anormal uma pessoa que não é funcionária da instituição usar as dependências de um banco para efetuar pagamentos. Eu jamais dei autorização para Simone Vasconcelos ou qualquer outra pessoa fazer isso?, disse Kátia Rabello. Ela disse que Marcos Valério era um ?facilitador? de negócios para o banco no governo porque tinha forte ligação com petistas e com o governo federal, como já havia dito em depoimento na CPI dos Correios. ?Foi exatamente por isso que Marcos Valério intermediou três contatos entre executivos do Rural com o então ministro da Casa Civil, deputado José Dirceu.? O publicitário foi apontado por Roberto Jefferson (PTB-RJ) como operador do suposto mensalão. Ao ser indagada se o ex-ministro sabia do empréstimo, a presidente do Banco Rural foi diplomática. ?Não posso afirmar se ele sabia ou não do empréstimo. Do meu conhecimento, não, mas não posso falar pelos demais dirigentes do Banco Rural.? A presidente do Rural disse também que ?pode ter acontecido? de alguma unidade do banco no exterior ter depositado na conta Dusseldorf, aberta pelo publicitário Duda Mendonça nas Bahamas.

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