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Izar diz que faltam provas para cassa��o
| Silvio Navarro Folhapress Brasília - O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), reafirmou ontem, em nota, que ?carecem de provas algumas denúncias oferecidas? contra alguns dos 16 deputados acusados de envolvimento no escândalo do mensalão, mas rechaçou as críticas de que esteja se ?antecipando o julgamento de quem quer que seja?. ?Gostaria de esclarecer que, pelos comentários sobre tais investigações na Corregedoria [da Câmara], é voz corrente que, até o momento, carecem de provas algumas denúncias oferecidas?, afirmou Izar. O presidente do conselho não apontou, entretanto, os nomes dos cinco deputados citados por ele em entrevista à Folha de S.Paulo, tratados na nota como ?alguns casos pontuais?. Diz apenas que os nomes foram listados ?em comentários não oficiais? durante ?conversa informal com alguns jornalistas?. Na nota divulgada ontem, com cinco itens, Izar diz que ?em conversa informal com alguns jornalistas, esta presidência teceu comentários não oficiais sobre alguns casos pontuais, em nenhum momento se antecipando no julgamento de quem quer que seja. Seria uma leviandade e uma precipitação fazer um prejulgamento de casos que ainda estão sendo apurados?, disse. Izar também reitera sua posição de que a Mesa Diretora e a corregedoria ?devem se manifestar sobre cada representação com parecer fundamentado das investigações levadas a cabo?. ### Cristovam filia-se ao PDT visando 2006 O senador Cristovam Buarque (DF) filiou-se ontem ao PDT com o objetivo, segundo disse, de tentar unir outros partidos e construir uma candidatura de esquerda como alternativa ao PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cristovam admite ser candidato de uma frente partidária que, segundo ele, poderá contar com PPS, PV e P-SOL e até PSB, que ainda faz parte da base aliada do atual governo. O ato de filiação de Cristovam foi realizado na sede nacional do PDT em Brasília. Junto com ele, três deputados ingressaram no partido: Sérgio Miranda (ex-PCdoB-MG), André Costa (ex-PT-RJ) e Wagner Lago (ex-PP-MA). O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comemorou a entrada de Cristovam ao partido. Contudo, a filiação do senador não contou com a presença de nenhum senador ou governador da legenda. O único colega de Senado que esteve no evento para prestigiar Cristovam foi Paulo Octávio (PFL-DF). Lupi apresentou Cristovam como ?o senador da Educação?, mas não garantiu que o congressista será candidato a presidente pelo partido. O senador, porém, adiantou que não pretende disputar de novo o governo do Distrito Federal. ?Estou entrando aqui [no PDT] com o sonho de um Brasil diferente. Até porque Brasília não tem futuro se não encontrarmos um futuro para o Brasil?, disse. Durante discurso, Cristovam disse ser discípulo de Darcy Ribeiro, educador e ex-senador pelo PDT, e de Leonel Brizola, em quem afirma ter votado para presidente em 1989. Porém, mostrou ainda não estar acostumado com a nova legenda, ao citar PT em vez de PDT. ?Se o PT e as outras forças pedirem que eu seja [candidato a presidente], não tenha dúvida que eu aceitarei?, afirmou. Percebendo o erro do recém-filiado, o presidente do PDT tentou reverter o erro. ?Mas quem sabe o PT possa ter juízo e querer apoiá-lo [Cristovam]?, disse. Presidente do PDT em São Paulo, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, pediu que Cristovam fosse um dos formuladores de uma nova proposta de política econômica para o País. Cristovam, no entanto, disse ?não ver outra alternativa responsável para a política econômica? brasileira. O presidente nacional do PDT afirmou que, na semana que vem, deverá fazer novas filiações no partido. Entre elas, deverá haver um grande nome de São Paulo. Segundo Lupi, o novo filiado, no momento, não pertence a nenhum partido político e nunca disputou cargo público. Apolônio de Carvalho Participante da Intentona Comunista de 1935, da Guerra Civil espanhola, da Resistência Francesa contra os nazistas e da guerrilha contra o regime militar brasileiro, o ativista político Apolônio de Carvalho, 93, morreu ontem às 18h35 em conseqüência de uma insuficiência respiratória na Casa de Saúde Portugal, no estado do Rio. Nascido em Corumbá (MS) em 1912, Apolônio era chamado pelo escritor Jorge Amado de ?o herói de três pátrias?. Iniciou sua militância política na década de 30, como filiado do PCB. Foi um dos fundadores do PT em 1980, tendo assinado a ficha número 1 do partido.