Nacional
Estou pronto para a briga, diz Lula
| Folhapress Brasília Na véspera da eleição para a escolha do sucessor de Severino Cavalcanti (PP-PE) na presidência da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que estava pronto para a briga, após ganhar e vestir quimono personalizado dado por judocas brasileiros que participaram do Mundial de Judô do Cairo (Egito). No evento que só foi aberto para imagem, Lula vestiu a parte de cima do quimono, sem tirar o paletó do terno, e teve a faixa preta colocada pelo meio-médio Flávio Canto, medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas. Em seguida, segundo relato de presentes, Lula disse: ?Estou pronto para a briga. Vem cá, Gilbertinho?, disse falando com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete. E completou: ?Também vou entrar no tapume?, se confundindo ao fazer referência ao tatame (esteira sobre a qual se pratica judô). MENOS DOIS Mais dois deputados federais petistas - Maninha (DF) e Chico Alencar (RJ) - anunciaram a saída do partido e a ida para o P-SOL, elevando para cinco o número de parlamentares que seguiram esse caminho na última semana. Eles devem formalizar sua nova filiação até esta quinta, juntando-se aos também ex-petistas Ivan Valente (SP), Orlando Fantazzini (SP) e João Alfredo (CE). O P-SOL agora terá sete deputados no total, o que lhe dará direito inclusive a ter um líder. O PT baixará para 84, o que o fará ser relegado à condição de segunda maior bancada, atrás do PMDB, que deve aumentar para mais de 90 até o final desta semana. Ao fazerem o anúncio da mudança ontem, os ex-petistas procuraram suavizar um pouco a imagem de ?ultra-radicais? que cultivaram ao longo de meses de embate com o Palácio do Planalto. Prometeram manter pontes com o governo, apoiar projetos positivos e fazer ?oposição racional?. ?Nosso partido não é um partido soberbo, sectário ou dogmático?, declarou Alencar. O P-SOL se prepara para lançar a senadora Heloisa Helena (AL) candidata a presidente no ano que vem e não quer fechar portas para eventuais alianças, até porque precisa superar a cláusula de barreira, de 5% dos votos.