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Campanha de Palocci teve caixa dois

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| Hudson Corrêa Folhapress Brasília - O ex-gerente financeiro da gráfica Villimpress, Luciano André Maglia, confirmou ontem à CPI dos Bingos a acusação, feita no fim de agosto ao Ministério Público de São Paulo, de que houve caixa dois na campanha do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) a prefeito de Ribeirão Preto (SP) em 2000. Esse mesmo esquema, envolvendo até compra de dólares, teria sido usado na campanha presidencial de 2002 também em Ribeirão Preto, afirmou Maglia. O Ministério da Fazenda informou que Palocci não comentaria as acusações. A CPI decide hoje se convoca o ministro e o irmão dele Adhemar Palocci para depor. A convocação de Adhemar foi pedida por outra acusação de caixa dois, mas na campanha municipal em Goiânia (GO). Ele nega. Os senadores da CPI investigam ainda acusações feitas pelo advogado Rogério Buratti, secretário de Governo do então prefeito Palocci em 1993 e 1994. Ele diz que o ministro recebia R$ 50 mil por mês da empresa Leão&Leão, da área de coleta de lixo, em 2001 e 2002, quando estava na segundo mandato de prefeito. As acusações de Maglia e Buratti combinam em um ponto: o envolvimento da Leão&Leão. Segundo Maglia, despesas com material publicitário eram pagas pela Leão&Leão ?por fora? em valores maiores que os gastos na campanha. Em 2002, a empresa teria desembolsado R$ 900 mil para a gráfica Villempress, das quais apenas R$ 300 mil teriam emissão de nota fiscal. Maglia diz ter presenciado um encontro dentro da gráfica entre Juscelino Dourado, chefe-de-gabinete de Palocci até agosto deste ano, e Donizeti Rosa, ex-secretário de Governo da prefeitura em 2001 e 2002. Em outro caso envolvendo o alto escalão do governo, a CPI vai decidir hoje se haverá uma acareação entre João Francisco e Bruno Daniel, irmãos do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, e Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Lula.

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