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Maluf recebe alta e volta para pris�o

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| Lilian Christofoletti Folhapress São Paulo - Após permanecer 24 horas internado no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) regressou ontem à carceragem da Polícia Federal em São Paulo, onde ele e o filho Flávio dividem uma cela desde o dia 10. Maluf havia sido internado com dores no peito. No Incor, após um exame de cateterismo, os médicos descartaram a possibilidade de infarto. O exame, no entanto, indicou a existência de artérias coronárias dilatadas e tortuosas. O tratamento para esse quadro clínico, segundo a equipe médica, é feito por meio de medicamentos. Além das pílulas que Maluf toma diariamente - aspirina infantil para afinar o sangue, Lipitor e Ezetrol para diminuir o colesterol, pastilhas de vitamina E e de Selênio e cápsulas de alho - os médicos acrescentaram o Clopidogrel (também para afinar o sangue) e o Omeprazol (para a dor estomacal). Segundo a equipe médica do Incor, o ex-prefeito recebeu alta hospitalar ontem, às 11h, porque está bem de saúde e não apresentou qualquer problema durante a noite. Não houve interferência judicial para que o ex-prefeito voltasse à carceragem. Pela manhã, Maluf não quis se submeter a um exame de endoscopia gástrica para tentar diagnosticar as dores no estômago - apesar de uma recomendação médica. O ex-prefeito alegou cansaço e, como o exame não era prioridade no tratamento, mas sim o coração, Maluf foi liberado e deixou o hospital. O tempo de recuperação de um exame de cateterismo é de no mínimo 24 horas. Por determinação judicial, a mulher do ex-prefeito Paulo Maluf, Sylvia Lutfalla Maluf, entregou ontem o passaporte dela à Justiça Federal. Ao lado do marido e de dois filhos, Sylvia é ré em uma ação penal sob acusação de lavagem de dinheiro e corrupção. O pedido para que Sylvia entregasse o passaporte partiu da juíza Sílvia Maria Rocha, da 2ª Vara Federal. O objetivo é evitar eventual viagem para o exterior, onde os Maluf são acusados de manter contas não declaradas no Brasil. O ex-prefeito, o filho Flávio e a mulher dele, Jacqueline, já haviam entregado seus passaportes à Justiça Federal. O nome da mulher de Maluf aparece em documentos de instituições bancárias da França obtidos pela Promotoria de Justiça da Cidadania de São Paulo. Segundo esses papéis, Sylvia foi titular de pelo menos quatro contas naquele país, sendo que apenas uma foi declarada à Receita Federal.

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