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Quadrilha teria 23 assaltantes

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| Kamila Fernandes Folhapress Fortaleza - Pelo menos 23 homens participaram do furto ao Banco Central em Fortaleza, em agosto deste ano, no maior assalto a banco já realizado no País. Desses, seis estão presos e já foram identificados pela Polícia Federal. Entre os cinco presos na quarta-feira, está Davi da Silva, que teria sido o responsável pela execução do túnel e que, segundo a PF, confessou ter participado do assalto a uma transportadora de valores em 2004, em São Paulo, de onde foram levados, também por um túnel, R$ 4,7 milhões. O mentor do crime já foi identificado: Antônio Jussivan Alves da Silva, o Alemão, que continua foragido. O delegado da PF Paulo Sidney afirma que os cinco presos indicaram os outros 18 suspeitos. Além de Davi Silva, dois outros presos, Marcos de França, de São Paulo, e Edimar Bezerra, do Ceará, admitiram ter participado do furto ao BC. Os outros, Marcos Suppi e Flávio Mattioli, negaram. O furto ao Banco Central aconteceu entre os dias 5 e 6 de agosto. A quadrilha conseguiu arrombar a caixa-forte, de onde foram levados R$ 164,8 milhões em notas de R$ 50, por um túnel de 80 metros, escavado a partir de uma casa a dois quarteirões do banco. Com os cinco homens presos anteontem, foram recuperados R$ 12,3 milhões. O dinheiro estava escondido no fundo falso de uma casa na periferia de Fortaleza, comprada por Bezerra. À polícia, o grupo disse que o dinheiro foi retirado do banco entre 18h do dia 5 e 4h do dia 6. O furto poderia ter acontecido um final de semana antes, coincidindo com a maior micareta do Estado, o Fortal, mas isso não foi possível por falta de eletricidade na casa de onde fizeram o túnel. Para a partilha e a fuga, a própria quadrilha se dividiu em quatro ou cinco subgrupos, segundo o delegado Sidney. ?Cada um definiu a forma como iria fugir.?? Se não tivessem sido presos, teriam ido de Fortaleza a Natal, de ônibus, ainda na terça, e de lá para São Paulo, de avião. As passagens já tinham sido emitidas. Dois deles, Marcos de França e Davi Silva, foram flagrados com outros suspeitos pelo circuito interno de câmeras do aeroporto de Fortaleza, ao embarcarem para São Paulo, logo depois do crime. Eles narraram à PF que seguiram a São Paulo apenas com R$ 50 mil cada um e que retornaram a Fortaleza para buscar o restante do dinheiro a que tinham direito.

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