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Deputado do Cear� pode ser cassado

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FOLHA ONLINE O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Ceará aprovou, ontem, a abertura de um processo disciplinar contra o deputado José Nobre Guimarães (PT), que assumiu ter recebido, em 2003, R$ 250 mil de uma conta de Marcos Valério. Pelo parecer do ouvidor Antônio Granja (PSB), aprovado por unanimidade pelos demais integrantes do conselho, Guimarães terá de responder por ?transgressão grave a preceito do regimento interno? e poderá ter seu mandato suspenso por 30 dias. Não há risco de cassação, porque, segundo o relatório do ouvidor, ?não houve conduta compatível com a quebra de decoro parlamentar?. Como estratégia para encerrar o processo disciplinar o quanto antes, o deputado petista Artur Bruno entregou um recurso ao conselho para tentar dispensar a fase de instrução, em que seria feita toda a coleta de provas e de depoimentos. Para Artur Bruno, a defesa de José Guimarães já foi feita e é suficiente. Dessa forma, a punição de 30 dias de suspensão do mandato seria imediatamente votada pelo plenário da Assembléia Legislativa. A pressa é porque os petistas temem que o processo possa se estender até meados do próximo ano, às vésperas das eleições. Guimarães, que é irmão de José Genoino, ex-presidente nacional do PT, reconhece que recebeu em 2003 dinheiro de uma conta de Marcos Valério, mas diz que, na ocasião, acreditava que a origem fosse o Diretório Nacional do partido. Os recursos, segundo ele, foram usados para quitar dívidas da campanha petista ao governo do Estado, em 2002. Após a descoberta de que Guimarães recebera dinheiro de Valério, o Diretório Estadual do PT entregou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará uma retificação das contas.

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