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Caldas pode atrasar envio de processos

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| Folha online Brasília O deputado João Caldas (PL-AL) pode fazer com que os processos contra parlamentares para o Conselho de Ética da Câmara sejam enviados depois do feriado de 12 de outubro, e não terça-feira, conforme deseja a oposição. Caldas, que é um dos integrantes da Mesa Diretora da Casa avalia a possibilidade de pedir vistas ao material enviado pela Corregedoria com parecer favorável à abertura, no Conselho, de processo contra os 16 parlamentares. O deputado quer tempo para conhecer tanto as acusações quanto as defesas dos colegas acusados de se beneficiarem do suposto esquema do mensalão. Na próxima terça-feira, os sete membros do órgão responsável pela coordenação dos trabalhos legislativos têm reunião marcada para discutir o envio dos processos. Pelo regimento da Câmara, é obrigatório a concessão de vistas ao processo por duas sessões, caso qualquer membro da CPI peça vistas durante reunião da Mesa, marcada para terça-feira. Ao receber o processo, o membro deverá devolvê-lo na sexta-feira, já que quarta-feira é feriado. Mas, se não houver quórum mínimo na Casa sexta-feira, apenas na semana seguinte o processo poderá ser encaminhado ao Conselho. ?Devo pedir vistas porque não conheço os processos. Não conheço bem as denúncias, nem as defesas. E ainda acho melhor que esses processos sejam avaliados em separado e, não, em conjunto, como recomendou a Corregedoria?, justificou o integrante da Mesa. Caldas reconhece a existência de opiniões contrárias a dele na própria Mesa Diretora. ?A disposição dos membros da Mesa é mandar todos - os 16 deputados - para o Conselho, fugindo da sua responsabilidade. A tese da Mesa é a mesma do Pôncio Pilatos: lavo as mãos?, disse. ### Mesa Diretora tem pressa em enviar processo Entre os sete membros titulares da Mesa Diretora estão o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e o primeiro vice-presidente da Casa, José Thomaz Nonô (PFL-AL). O pefelista já se manifestou favorável ao envio imediato dos processos ao Conselho de Ética. ?Vão todos ao Conselho, porque é lá que o deputado pode exercer em toda a plenitude o seu direito de defesa?, afirmou Nonô. Rebelo tem dito que analisará com ?espírito de isenção, de rigor, de equilíbrio e de justiça? o relatório da Corregedoria. ?Mas não devo, por espírito de equilíbrio e respeito, antecipar nem minha decisão, nem qual seria a posição da Mesa?, ponderou o presidente da Câmara. Já o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP) tem pressa em receber as representações contra os 16 parlamentares. Ele defende que a Mesa Diretora da Câmara já envie separadamente os processos. Izar ainda afirmou que se vierem em blocos, o próprio Conselho fará a separação do material e, em seguida, promoverá um sorteio para escolher os relatores. Segundo ele, os relatores de cada processo não poderão ser do mesmo partido, nem do mesmo estado do acusado.

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