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Amigo e assessor de Lula v�o � CPI

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| Hudson Corrêa Folhapress Brasília - O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), disse que define na terça-feira a data do depoimento de Paulo Okamotto, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). Ontem, a pedido da CPI a Polícia Federal foi até Ilha Bela (litoral norte de São Paulo) notificar o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira para depor na CPI no início de novembro sobre caixa dois. O ex-dirigente petista seria ouvido ontem, porém a PF, acionada pela CPI na tarde de quarta-feira, não conseguiu localizá-lo. No caso de Okamotto, ele afirma ter pago um empréstimo de R$ 29,4 mil, concedido pelo PT a Lula. Congressistas da oposição suspeitam que a dívida, quitada de dezembro de 2003 a março de 2004, foi paga com dinheiro de Marcos Valério, acusado de operar o ?mensalão?. Okamotto nega. A convocação foi aprovada no dia 30 de agosto. O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que pediu a convocação, cobrou ontem da CPI a data do depoimento. Efraim apresentou ontem ao Senado pedido, com 30 assinaturas, de prorrogação da CPI até abril de 2006. O prazo terminaria no dia 26 próximo. A CPI também anunciou ontem que está mantida na quarta-feira a acareação de Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete de Lula, com o oftalmologista João Francisco e o professor Bruno Daniel, irmãos do ex-prefeito petista de Santo André (SP) Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. Os senadores investigam se o ex-prefeito foi morto por tentar romper com suposto esquema de corrupção montado para alimentar caixa dois do PT. João Francisco e Bruno Daniel afirmam ter ouvido de Gilberto Carvalho um relato sobre arrecadação de propina. Como o chefe de gabinete nega, foi definida a acareação. Lula criticou essa decisão no início do mês. ?Eu estou esperando a CPI dos Bingos chamar um bingueiro?, disse. Gilberto Carvalho confirmou ontem que comparecerá à acareação com os irmãos do prefeito de Santo André Celso Daniel. Ele também confirmou que há conversas no governo sobre a possibilidade de um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a acareação, mas garantiu que não fez gestões nesse sentido. ?Vou. Eu fui convocado. Estou tranqüilo e de coração aberto. Agora, não tem esse negócio de chorão?, disse Carvalho, em referência a notícia de que teria chorado por causa da convocação. Sobre o eventual recurso ao STF, que seria baseado no argumento de que a CPI dos Bingos está fugindo do fato determinado que motivou sua instalação, Carvalho afirmou. ?Tem essas conversas, mas eu não pedi?. ### Marcos Valério e Delúbio devem ser indiciados O sub-relator de movimentações financeiras da CPI dos Correios, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), pretende pedir o indiciamento do empresário Marcos Valério e do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, por crime contra o sistema financeiro e contra a ordem tributária. Segundo Fruet, o pedido estará no relatório parcial que será divulgado pela sub-relatoria em duas semanas. De acordo com o senador Delcidio Amaral (PT-MS), Fruet e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) serão os representantes da CPI dos Correios que vão viajar a Nova York para tentar o acesso aos documentos relacionados às contas do publicitário Duda Mendonça. A definição da data da viagem depende de uma reunião com o embaixador dos Estados Unidos, que pode ser realizada hoje. ?O foco neste primeiro momento é do Marcos Valério e do Delúbio Soares?, afirmou Fruet, acrescentando, no entanto, que poderá incluir novos nomes no relatório parcial a partir das informações que serão repassadas pela Receita Federal. O sub-relator disse que indicará no relatório parcial a origem do dinheiro ?não-contabilizado? usado por Delúbio Soares para pagamento de despesas de campanha do PT. Fruet explicou que existem duas fontes de recursos, definidas por ele como primárias e secundárias. ?As fontes primárias, hoje, são recursos das empresas do Marcos Valério e dos empréstimos bancários feitos junto ao BMG e ao Banco Rural. As fontes secundárias podem ser os fundos de pensão e a existência de recursos no exterior, que já está sendo investigada pela Polícia Federal?. ### Conselho de Ética instaura processo contra pefelista O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), assinou na tarde de ontem a instauração do processo contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS). Agora, o parlamentar não pode mais renunciar ao mandato para evitar a cassação e a conseqüente perda dos direitos políticos. O relator do caso será o deputado José Carlos Araújo (PL-BA). No último dia 15, o PT entrou com representação contra Lorenzoni, acusando o deputado de quebrar o decoro parlamentar ao fazer críticas ao ex-ministro José Dirceu (PT-SP), afirmando que ele teria usado dinheiro do fundo partidário em benefício próprio no período em que foi presidente do PT. As denúncias de Lorenzoni foram feitas em sessão secreta da CPI dos Correios no dia 5 de outubro. Na ocasião, Onyx - que chegou a comparar Dirceu com Al Capone, por ter cometido ?os piores crimes? e só vir a ser pego por sonegação fiscal - entregou ao relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) documentação acusando Dirceu de ter cometido crimes de falsidade ideológica e de responsabilidade ou infração político-administrativa por ter omitido de suas declarações de Imposto de Renda de 2004 e 2005 um empréstimo de R$ 14.322,51 contraído junto ao PT em 2002. O dinheiro teria sido devolvido ao partido em parcelas de R$ 2.400 de dezembro de 2003 a maio de 2004, mas a operação não constaria das declarações de renda dos anos seguintes. Os documentos foram repassados por Serraglio ao relator do processo de cassação de Dirceu no Conselho de Ética, deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Dirceu informou que o dinheiro não fora declarado porque não era empréstimo.

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