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CPI dos Correios pede ajuda aos EUA

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| Folhapress Brasília Parlamentares da CPI dos Correios pediram ontem ajuda do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, para a obtenção de documentos relativos a movimentações bancárias do valerioduto no exterior. A CPI procura, em especial, a origem e o destino de R$ 10,5 milhões saídos do esquema do publicitário Marcos Valério de Souza para pagamento ao marqueteiro Duda Mendonça. O presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), saíram de encontro com o embaixador com a promessa de que ele encaminhará ao governo dos EUA um documento com as razões pelas quais os parlamentares consideram as informações importantes. A liberação depende do promotor assistente de Nova York Adam Kaufmann, que não estava disposto a abrir o acesso às informações ao Legislativo brasileiro. Delcídio e Fruet acertaram uma ida a Nova York, provavelmente na próxima semana, para discutir a liberação com os promotores. Segundo o presidente, a dificuldade de acesso se deu pelo ?mau exemplo?? da CPI do Banestado, em que as instituições forneceram dados da quebra de sigilo, mas a comissão não produziu um relatório final. ?Em função do acordo que fizemos, nós vamos ter que tomar muito cuidado em relação a vazamento de informações??, disse Delcídio. Otimista, Fruet acredita que o acesso aos dados será concedido nas próximas semanas. ?[Os dados] Têm que estar disponíveis num prazo de uma ou duas semanas. E até isso foi deixado claro ao embaixador, nós não temos o tempo de uma investigação criminal, nosso tempo é restrito.?? Morte de legista Dez dias de investigação após o perito criminal Carlos Delmonte Printes, 55, ter sido encontrado morto em seu escritório em São Paulo, a Polícia Civil afirma que a tese de suicídio ganhou força nos últimos dias, após terem sido tomados 16 depoimentos. Segundo o delegado que preside o inquérito, José Antônio do Nascimento, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), não foi descartada a hipótese de homicídio, porém todos os trabalhos realizados pela polícia levam a crer que o perito tenha se suicidado. Printes foi quem examinou o corpo do prefeito Celso Daniel (PT), de Santo André (SP), assassinado em janeiro de 2002, e concluiu que ele havia sido torturado. Para Nascimento, que falou ontem em entrevista coletiva pela primeira vez, a hipótese de suicídio foi reforçada com uma segunda carta de Printes, que ele deixou para a mulher, Luciana Plumari. Na carta, divulgada anteontem pelo jornal O Estado de São Paulo, Printes pede que suas cinzas fiquem ao lado das cinzas do pai de Luciana, morto em 2003. ?É meu último pedido que as minhas cinzas fiquem ao lado dele [sogro] e perto de você [Luciana]??, diz trecho da carta. Além dessa carta e de outra que Printes deixou para seu filho Guilherme, onde dá instruções caso venha a morrer, Nascimento afirma que os depoimentos tomados de legistas, da família e de pessoas próximas ou que tiveram contato com ele antes de sua morte sustentam a tese de suicídio. O Ministério Público de São Paulo não descarta que Printes tenha sido envenenado por alguém, por exemplo. Para o delegado do DHPP, Printes pode ter ele próprio se envenenado ou pode ter acontecido o que chama de suicídio passivo. ?É quando você deixa de tomar certos remédios, certos cuidados médicos.??

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