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Maluf precisa de psiquiatra, diz m�dico

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| FOLHAPRESS São Paulo Paulo Maluf está psicologicamente perturbado e precisa de tratamento psiquiátrico. Após 40 dias na prisão, ele está tomando antidepressivos, chora, fala coisas sem nexo e tem dificuldade para se comunicar até mesmo com pessoas íntimas dele. Com essas palavras, o médico Sérgio Nahas descreveu o estado de saúde do ex-prefeito, que ontem passou por uma rodada de exames no Hospital Sírio Libanês, um dos melhores de São Paulo. Apesar de ser especialista em doenças do sistema digestivo, e não em psiquiatria, Nahas observou que a alteração de comportamento de Maluf é delicado e afirmou que o ex-prefeito tem uma doença de comportamento. ?Ele precisa de cuidados médicos e chegou a ser atendido por psiquiatras na Polícia Federal. Ele não está bem. Não é só doença orgânica, ele tem uma doença de comportamento. Vocês o conhecem melhor que eu, ele não é assim [catatônico], com essa indisposição generalizada expressa no rosto dele. Mas não compete a mim julgar, estou apenas observando o que aconteceu.?? Nahas entende que esse transtorno foi gerado pelo trauma que Maluf teria sofrido durante os 40 dias em que esteve preso na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-prefeito e seu filho Flávio foram soltos ontem. ?Ele está muito mal emocionalmente. Tem dificuldade para se comunicar, para articular as frases, palavras. O quadro emocional dele é o que mais preocupa agora. Não tem muito antídoto para o mal ao qual ele foi submetido [de passar 40 dias preso].?? Sobre se a atitude incomum do ex-prefeito (retraído e calado em vez de expansivo) seria uma estratégia de ?vitimização?? de Maluf, isto é, um fingimento para atenuar os ânimos contra ele, Nahas foi enfático: ?Levar por esse lado é fazer mal juízo de mim também. Eu parto do princípio que aquilo que faço tem bases fundamentadas em 30 anos de trabalho??. Segundo Nahas, a perturbação psicológica acabou agravando o estado físico do ex-prefeito, mas ele entende ser normal essa reação em virtude do ?quadro acentudado de estresse??. Em seu primeiro dia de liberdade depois de passar 40 dias sob vigilância policial, Maluf acordou por volta de 7h15, segundo seu assessor político Jesse Ribeiro, que às 9h visitou o ex-prefeito. De acordo com o assessor, Maluf tomava café da manhã com sua mulher, Sylvia, quando ele chegou. Saiu de casa às 10h20, sem ter feito a barba, rumo ao Sírio Libanês, onde chegou 20 minutos depois acompanhado de assessores e escoltado por seguranças. Em várias decisões individuais, fez ressalva sobre situações excepcionais em que o julgamento seria possível para evitar inconstitucionalidades flagrantes. ?Espero que o STF continue assim: altamente guardião dos direitos e das garantias constitucionais??, disse Velloso. ?Não tem cabimento? O promotor Sílvio Marques, responsável pelo processo cível que investiga Paulo Maluf por enriquecimento ilícito, disse que o argumento do advogado de defesa do ex-prefeito para pedir a extinção do processo ?não tem cabimento?. O advogado cível de Maluf, Ricardo Tosto, irá apresentar na próxima segunda-feira um pedido de nulidade da ação contra o ex-prefeito. Tosto argumenta que a mesma decisão judicial que exclui documentos enviados da Suíça como provas em um dos processos criminais de Maluf seja estendida também para o processo cível.

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