Nacional
Val�rio lista orienta��es para acarea��o
Um dos principais acusados de envolvimento no escândalo do mensalão, o publicitário mineiro Marcos Valério enviou à CPI do Mensalão, por meio do advogado, uma série de sugestões sobre quais documentos os parlamentares devem ter na acareação que envolverá ele e mais oito pessoas amanhã. O ofício encaminhado pelo advogado Marcelo Leonardo lista cinco sugestões que, segundo ele, ?tornarão mais eficiente e produtiva a atividade investigatória?. No texto entregue a cada um dos integrantes da CPI, Leonardo aconselha os congressistas a observarem desde os registros de entrada de pessoas na agência do banco Rural no Brasília Shopping - de onde seria distribuído o mensalão - até as quebras de sigilos fiscais, telefônicos e bancários efetuadas pela CPI dos Correios. Na reunião de ontem, nenhum dos integrantes da comissão manifestou se vai ou não seguir as orientações de Valério. Na acareação, os acusados poderão consultar os advogados, o que estavam impedidos de fazer nas ocasiões anteriores. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu anteontem à noite liminar favorável à Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) para proteger a atuação de advogados de clientes que vão participar da acareação. No seu despacho, Mello ressaltou que se a CPI deixar de cumprir a liminar, os advogados poderão retirar seus clientes da acareação. A presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, comemorou a decisão. Para a acareação de quinta, deverão estar entre os presentes, além de Valério, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os ex-tesoureiros do PT, Delúbio Soares, e do PL, Jacinto Lamas. Fracassou a primeira tentativa dos governistas de investigar a compra de votos para aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso em 1997. Ontem o ex-deputado Osmir Lima depôs à CPI do Mensalão e não trouxe fato novo. ?Havia boatos de que estavam comprando votos tanto de um lado [do governo] quanto de outro [da oposição]?, disse. Absolvido da acusação de que teria recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda, Lima nunca mais ocupou cargo público. Ele é aposentado pelo Banco do Brasil e pela Câmara como ex-deputado federal.