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Serra quer ampliar fechamento de bares em regi�es violentas

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| Danilo Almeida Folhapress São Paulo - A Prefeitura de São Paulo pretende ampliar o fechamento de bares às 22h em regiões consideradas violentas, como o Capão Redondo (zona sul) e Vila Brasilândia (zona norte). O anúncio foi feito ontem pelo prefeito José Serra (PSDB), durante a 10ª edição da ?Caminhada pela Vida e pela Paz?, evento que levou cerca de 8 mil pessoas ao Cemitério São Luís, na zona sul, onde foi encerrado. ?A bebedeira é um fator fundamental nos homicídios?, avaliou o prefeito. ?O fechamento de bares reduziu a violência, mas, em termos absolutos, a criminalidade ainda é grande?, disse. A medida, que não é obrigatória para o proprietário, já é adotada há um ano em bares do Jardim Ângela e do Jardim São Luís (ambos na zona sul de SP). Seus planejadores integram o Grupo Organizado de Valorização à Vida (GOVV), espécie de força-tarefa comunitária que envolve representantes do Ministério Público, polícias Militar e Civil, além de líderes comunitários. De acordo com eles, a ação nos bares é uma ?campanha de conscientização? para se reduzir o número de assassinatos que acontecem dentro ou nas imediações dos estabelecimentos. Uma reunião hoje cedo na Subprefeitura de M?Boi Mirim (zona sul) discutirá a intensificação da campanha. O prefeito José Serra é aguardado. ?A idéia é discutir parâmetros legais e fazer com que o projeto seja ampliado?, afirmou o promotor Ivandil Dantas, da região de Santo Amaro. ?Os agentes comunicam e notificam os bares e lembram aos donos que eles mesmos podem ser vítimas?, explicou Augusto Rossini, também promotor na região. A delegada Maria Clementina de Souza, do 100º DP (Jardim Herculano), disse que os efeitos do fechamento espontâneo dos bares estão sendo sentidos: ?Já percebemos redução no número de mortes, comparando de janeiro a setembro do ano passado com [o mesmo período de] 2005?. O responsável pela PM na região, capitão Marcos Henrique Gonçalves, também citou ?uma melhora?, mas disse que ?homicídio é um crime que ainda preocupa? na área. Ontem, a celebração começou com caminhada que partiu de três pontos distintos e teve como destino final o Cemitério São Luís. No local, houve um ato ecumênico e uma missa campal celebrada pelo bispo Emílio Pignoli, da diocese do Campo Limpo. Além da missa, foi inaugurado um obelisco em homenagem aos dez anos do evento e aberta uma bandeira, de cerca de 200 metros quadrados, com mensagens pela paz. Também foram plantadas 2.700 árvores, uma delas pelo prefeito Serra. ?Árvore é vida?, disse ele, recebido num misto de aplausos e vaias. O padre James Crowe, um dos fundadores da caminhada, disse perceber ao longo dos últimos anos uma redução na criminalidade na região, que já foi considerada pela Organização das Nações Unidas, no fim da década passada, como a mais violenta do mundo: ?A comunidade foi para a rua. Rejeitamos muros, grades e aquele policiamento que era feito antes?.

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