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Plen�rio deve rejeitar cassa��o de Mabel

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| Fábio Zanini e Adriano Ceolin Folhapress Brasília - A absolvição do líder do PL na Câmara, Sandro Mabel (GO), recomendada pelo Conselho de Ética da Casa, deverá ser confirmada hoje pelo plenário, tornando o deputado o primeiro envolvido no escândalo do mensalão a escapar da cassação. A votação deveria ocorrer na próxima semana, em respeito ao intervalo de duas sessões ordinárias entre a aprovação pelo Conselho e a apreciação pelo plenário, mas o próprio Mabel apresentou um requerimento ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), dispensando esse intervalo. O requerimento foi aceito pelo plenário da Câmara e o parecer pela absolvição - aprovado por 14 votos a 0 pelo Conselho na semana passada - deve ir a voto amanhã à tarde. Ontem, o Conselho começou o processo de votação do relatório que pede a cassação de outro dos envolvidos no escândalo do mensalão, o deputado Romeu Queiroz (PTB-SP). A sessão foi interrompida por volta das 18h, porque estava sendo votada uma medida provisória pelo plenário. Antes da interrupção, 4 deputados com direito a voto no conselho haviam se manifestado sobre o parecer do relator, Josias Quintal (PSB-RJ). Três deles - Carlos Sampaio (PSDB-SP), Orlando Fantazzini (P-SOL-SP) e Chico Alencar (P-SOL-RJ) - acompanharam o voto do relator, ou seja, defendem a cassação. Apenas Pedro Canedo (PP-GO) manifestou-se favoravelmente a uma pena mais branda, como uma suspensão. A reunião do Conselho de Ética foi encerrada pelo presidente, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), devido aos trabalhos do plenário da Câmara. Izar convocou reunião do Conselho hoje, às 14h, para concluir a votação do relatório do deputado Josias Quintal (PMDB-RJ), que recomenda a cassação do mandato do deputado Romeu Queiroz (PTB-MG). Outros nove deputados ainda devem declarar seus votos. Para que a cassação de Queiroz seja aprovada pelo conselho, são necessários no total oito votos. De qualquer forma, a decisão ainda precisará ser confirmada pelo plenário da Câmara. O petebista Nelson Marquezelli (SP), que funciona como porta-voz de Queiroz no conselho, apresentou voto em separada pedindo a aplicação de uma advertência a seu correligionário em troca da cassação. Marquezelli também apresentou um requerimento dizendo que uma das acusações que constam do parecer do relator, o recebimento de doação eleitoral de R$ 102 mil da Usiminas sem contabilização, não constava da representação inicial contra Queiroz. O requerimento, que pedia a anulação do parecer, foi rejeitado por unanimidade. Queiroz é o primeiro dos deputados que receberam dinheiro da conta de Marcos Valério a ser julgado pelo conselho. Ele intermediou o repasse de R$ 350 mil do PT para o PTB mineiro. Por isso, sua absolvição, segundo alguns deputados, poderia abrir um precedente perigoso.

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