Nacional
Visanet teria recebido nota fria de DNA
| Adriana Vasconcelos Globo Online O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), divulgou ontem cópia de notas fiscais frias que a DNA Propaganda teria emitido para justificar serviços prestados para a Visanet/Banco do Brasil e para a Amazônia Celular, do grupo Opportunity. De acordo com Serraglio, ao analisar uma amostragem de notas da DNA, que seriam queimadas e foram apreendidas pela Polícia Federal em Belo Horizonte, a CPI solicitou que a Receita Federal conferisse o material para saber se as notas haviam sido contabilizadas pela agência. Das 27 notas analisadas, 16 constavam da contabilidade da empresa de Marcos Valério de Souza e 11 não, entre elas uma de R$ 6.454.331,43, de número 033997, emitida em favor da Visanet no dia 11 de novembro de 2003. De acordo com Serraglio, numa das fiscalizações promovidas pela Receita Federal junto a DNA, ficou comprovado que a agência não tinha qualquer documento contábil até 2003, sob a alegação de que esse material teria sido alvo de furtos ou incêndios, e que seu livro contábil só foi registrado junto a Receita em setembro deste ano. Na terça-feira um dos advogados de Marcos Valério, Paulo Sérgio de Abreu e Silva esteve na CPI para entregar documentos, entre eles notas fiscais da DNA que, segundo ele, comprovariam que a agência não está devendo dinheiro à Visanet/Banco do Brasil. Pelo contrário, ele garante que quem deve dinheiro à DNA é a Visanet/Banco do Brasil. A DNA contestou as informações divulgadas pelo relator da CPI dos Correios. Por intermédio de uma nota, a agência lamenta o que considera um novo equívoco de Serraglio. palocci depõe O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, comparecerá à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no dia 22. A data foi confirmada ontem pelo líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). A oposição, porém, diz que vai insistir em convocá-lo a prestar depoimento na CPI dos Bingos sobre seu suposto envolvimento na remessa de dinheiro de Cuba para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A intenção de Palocci é falar o máximo possível sobre economia e responder a poucas perguntas sobre o caso de Cuba e a denúncia de seu ex-secretário Rogério Buratti de que havia uma caixinha mensal de R$ 50 mil na Prefeitura de Ribeirão Preto, paga por empreiteiras de lixo, quando Palocci era prefeito.