loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Governo v� Aids sob controle e nega quebra de patente

Ouvir
Compartilhar

| FABIANE LEITE Folha Online O gabinete do ministro da Saúde, Saraiva Felipe, apresentou na última semana um documento que afirma que a expansão da infecção pelo vírus da Aids em todo País está controlada, o que justificaria a manutenção de patentes de remédios contra a doença. A avaliação foi considerada errônea e criticada por ONGs do setor de saúde, conselheiros de saúde, ativistas e especialistas. Também contrariou documentos do próprio ministério, que falam em ?tendência de estabilização? e apontam que a infecção ainda cresce entre mulheres e negros. A afirmação foi feita no texto enviado pelo gabinete ao Conselho Nacional de Saúde, órgão de controle social do ministério, para justificar o fato de a pasta não ter feito o licenciamento compulsório da droga Kaletra, medida cobrada pelas ONGs e pelo próprio conselho para diminuir os custos do tratamento gratuito e garantir sua sustentabilidade. Segundo o texto, não haveria risco que justificasse a medida - condição necessária à quebra de patentes, pela legislação em vigor. O documento do ministério afirma: ?No Brasil, que tem uma prevalência baixa de infecção pelo HIV e conseguiu controlar a expansão da mesma, não se justificaria a utilização do argumento da ?emergência nacional??. O último boletim epidemiológico da Coordenação Nacional de Aids afirma que havia um crescimento da epidemia em todas as regiões geográficas do País, exceto o Sudeste, e que ?a epidemia de Aids no Brasil encontra-se em patamares elevados, tendo atingido, em 2003, 18,4 casos por 100 mil habitantes?. O texto afirma ainda que ?observa-se entre os homens uma tendência de estabilização [...]. Entretanto, observa-se ainda o crescimento da epidemia em mulheres?. O Dia Mundial de Combate à Aids, que será celebrado em 1º de dezembro, terá como tema Aids e racismo. Na justificativa, a coordenação nacional da doença afirma que, apesar da tendência de estabilização da epidemia, os casos vêm crescendo entre a população mais pobre, onde há negros em maior proporção. A assessoria de imprensa do ministro informou que a nota não seria comentada e que o texto tem caráter técnico. Crescimento ?São mais 600 mil infectados, 170 mil em tratamento e 11 mil mortes por ano. A epidemia está crescendo?, disse Mário Scheffer, representante de usuários no Conselho Nacional de Saúde. Para o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas de São Paulo, é ?exagerado? e ?precipitado? falar em controle da epidemia. Recentemente, o ministro Saraiva Felipe cometeu uma gafe ao chamar os soropositivos de aidéticos, termo que é considerado pejorativo pelo próprio ministério. Por meio de sua assessoria, o ministro disse depois que a declaração ?foi um lapso?.

Relacionadas