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PM acusada de pedir doa��es a lojistas

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| GLOBO ONLINE Rio de Janeiro A Procuradoria Militar do Distrito Federal decidiu denunciar sete comandantes da Polícia Militar acusados de pedir doações a comerciantes. A lista inclui dinheiro, televisores, peças de automóvel e até garrafas de cachaça. O esquema de distribuição de favores a policiais militares foi denunciado por um soldado ameaçado de expulsão. Ele pediu R$ 32 a um empresário para comprar um bujão de gás para um posto policial e ficou com o dinheiro. Preso, entregou 71 ofícios assinados por comandantes da Polícia Militar do Distrito Federal pedindo doações a comerciantes. Para o Ministério Público Militar, eles cometeram dois crimes: corrupção passiva e concussão, que é exigir vantagens usando o cargo público. O Comando Geral da Polícia Militar reuniu os 53 comandantes de batalhões e chefes de serviço e divulgou uma nota repudiando as acusações feitas pelo Ministério Público. Na nota, informou que a prática existe há mais de 20 anos e que todas as doações foram espontâneas e nenhum comerciante recebeu tratamento especial. O próprio comandante geral assume que instruiu os subordinados a fazer a empresários quando era chefe do Estado Maior. Na época, em 2003, a festa de Natal teve uísque e vinho importados. ?Não foram só policiais militares fechados comemorando isoladamente, a comunidade estava presente?, explica o coronel Renato Azevedo, comandante geral da PM de Brasília. Mas o promotor que recebeu a denúncia disse que doação a militares cria vínculos e transforma a segurança pública em privada. Pelo menos sete comandantes, que assinaram os ofícios em poder do MP, serão denunciados por corrupção passiva e podem responder por improbidade administrativa.

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