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Acordo prorroga CPI por mais 30 dias

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| Isabel Braga e Roberto Stuckert Globo Online Brasília - Governo e oposição chegaram a um acordo para prorrogar a CPI do Mensalão por 30 dias. Os trabalhos da comissão terminariam ontem com a leitura do relatório do deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), mas os parlamentares, principalmente oposicionistas, consideram a prorrogação necessária para aprofundar as investigações. Várias propostas foram apresentadas e, após muita discussão, oposição e governo decidiram apoiar o requerimento da deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP), que prorroga a CPI por 30 dias. Até as 20h40, os parlamentares tinham conseguido reunir cerca de 120 assinaturas (são necessárias 171). Houve muito bate-boca antes de se chegar a um acordo. A sessão marcada para as 19h, depois adiada para as 19h30m, chegou a ser aberta, mas foi encerrada em seguida pelo presidente da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), por falta de quórum. A pedido dos integrantes da CPI, Lando aceitou marcar nova sessão para as 21h para que os parlamentares pudessem continuar buscando assinaturas para prorrogar a CPI. Assim que Lando anunciou que não havia quórum para abrir a sessão administrativa, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) acusou o governo de tentar impedir a prorrogação da CPI e de ser responsável pela pizza que estava se formando. O parlamentar disse que o governo não estava presente na CPI. Segundo ele, a proposta da base aliada de prorrogar a CPI por apenas dez dias ?é uma vergonha?. Coube à senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) responder ao tucano. A senadora disse que o governo estava presente sim na CPI e queria ler o relatório. Mais cedo, o deputado Fernando Coruja (PPS-SC) chegou a dizer que a CPI poderia rejeitar o relatório de Abi-Ackel, caso o texto afirme que não há prova da existência do mensalão, e apresentar um relatório separado. Criada para apurar suposto pagamento de propinas mensais a deputados e as denúncias de compra de votos para a aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição, em 1997, a CPI do Mensalão não cumpriu os objetivos e perdeu-se em disputas partidárias. Segundo Lando, com mais 30 ou 60 dias de esforço concentrado seria possível esclarecer o destino de todos os recursos transferidos já identificados. Há uma discrepância não explicada de R$ 12 milhões entre os valores que o empresário Marcos Valério de Souza declara ter entregue a parlamentares e o dinheiro recebido pelos partidos. O relatório que será apresentado à CPI não tem provas convincentes de que o mensalão foi pago a parlamentares. ### Brasil Telecom espionou concorrente Luciana Constantino Folhapress Brasília - A ex-presidente da Brasil Telecom Carla Cico confirmou ontem, em depoimento de cerca de seis horas à CPI dos Correios, que a empresa pagava em média US$ 250 mil ao mês à multinacional de investigações Kroll enquanto durou o contrato - cerca de 30 meses - para investigar a concorrente Italia Telecom. A Polícia Federal tem comprovantes de que a BrT efetuou pagamentos à Kroll no valor total que chegaria a R$ 30 milhões. Cico negou, no entanto, que as apurações tenham envolvido políticos brasileiros. Sobre os contratos da Brasil Telecom com as agências DNA e SMP&B, do publicitário Marcos Valério de Souza, Cico disse que foram por serviços específicos prestados e somaram R$ 4,479 milhões entre 2003 e 2005. Afirmou, no entanto, não ter havido interferência política ou de Dantas no caso. Hoje, integrantes da CPI dos Correios se reúnem às 11h30 com o procurador-geral da República, Antonio Fernando, para pedir o bloqueio dos bens da Skymaster, que estaria enviando dinheiro para o exterior após o início das investigações. A CPI solicitou ao Banco Central informações sobre operações de câmbio da empresa. O relatório parcial será apresentado na próxima terça. ### Amigo de Lula depõe somente na terça FOLHAPRESS Brasília A CPI dos Bingos cancelou os depoimentos previstos para ontem e remarcou para a próxima terça-feira, a partir das 10h30. Estava previsto o depoimento do presidente do Sebrae, Paulo Okamatto, e do conselheiro da Gtech Afrânio Nabuco. Okamotto teria pago uma dívida pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o PT, no valor de R$ 29.436,26, entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004. Já Afrânio Nabuco deve responder questões sobre a suspeita de ter agido em favor da Gtech nas negociações para renovação do contrato da empresa com a Caixa Econômica. O deputado federal José Dirceu (PT-SP) tem chance de novamente conseguir adiar a votação de sua cassação pela Câmara, para o fim do mês. Ontem, Dirceu conseguiu uma vitória na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ao ter recurso seu parcialmente acatado pelo relator, deputado Sergio Miranda (PDT-MG). Com isso, é possível que a votação da cassação em plenário fique para o dia 30. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem que a Câmara não conceda aposentadoria a deputados que tiverem mandatos cassados a partir de agora. Os parlamentares podem recorrer.

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