Nacional
MEC encerra di�logo com professores
| GLOBO ONLINE Brasília O governo decidiu encerrar as negociações com os professores de instituições federais, que estão em greve desde o fim de agosto. Uma proposta de reajuste salarial para a categoria vai ser enviada hoje como projeto de lei ao Congresso. O Ministério da Educação ofereceu um reajuste médio de 9,5% para os professores, que custaria R$ 500 milhões por ano, mas a proposta foi rejeitada. ?Essa reação do governo de romper os processos de negociações e fazer valer as suas propostas a despeito do que as categorias reivindicam é uma atitude ruim e não corresponde a uma política de fortalecimento do serviço público a serviço da população brasileira?, afirmou Marina Barbosa Pinto, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). ?É a melhor proposta já feita nos últimos 12 anos. Esse meio bilhão de reais garante que em todos os docentes, incluindo inativos, receberão um reajuste da sua remuneração acima da inflação?, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. O governo resolveu agora jogar mais pesado com os professores. Além de suspender as negociações, recomendou que os reitores das universidades repassem ao Ministério do Planejamento a relação de quem está trabalhando. É o primeiro passo para que os grevistas sejam punidos pelos dias não trabalhados. Os alunos estão há 62 dias sem aulas. respaldo O MEC entende que possui respaldo para colocar a sua proposta em prática por ela ter sido aprovada, com pequenas ressalvas, pelo Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que é uma das duas entidades que vinham negociando com o governo. A entidade possui 12 mil associados. Do outro lado, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior rejeitou a proposta do MEC. A associação possui 72 mil filiados. A maioria dos grevistas pertence a essa associação. A negociação com o ministério expôs a divergência que há entre as entidades. A Proifes foi criada em outubro do ano passado por docentes que não concordavam com as ações do Andes, considerado radical por eles. O Andes rebate: ?[A Proifes] é um braço do governo?, disse o vice-presidente do Sindicato, Paulo Marcos Borges Rizzo.