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BNDES registra queda em consultas

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| Alessandra Saraiva Rio Agência Estado As grandes empresas puseram o pé no freio e reduziram drasticamente os pedidos de empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo dados divulgados na sexta-feira pelo banco estatal de fomento, as consultas à instituição em outubro somaram R$ 7,047 bilhões, com queda de 62% em relação aos R$ 18,5 bilhões contabilizados em outubro do ano passado. As consultas representam a primeira das quatro etapas até a liberação de recursos pelo banco, que incluem ainda a fase de enquadramento, de aprovações e de desembolsos. A queda nas consultas tem sido uma constante desde julho, quando a crise política no País se acentuou. Em junho, por exemplo, as consultas somaram R$ 11,2 bilhões, após contabilizar R$ 10 bilhões em abril e R$ 8,2 bilhões em maio. Em termos acumulados, as consultas somaram R$ 72,4 bilhões até outubro, com queda de 13% sobre os dez primeiros meses de 2004. Até os desembolsos do banco têm sido mais lentos. No mês passado, foram liberados apenas R$ 2,642 bilhões, com queda de 33,7% sobre outubro do ano passado, elevando o acumulado nos 10 primeiros meses do ano para R$ 33,896 bilhões. Para atingir a meta de R$ 50 bilhões em 2005, o BNDES terá de liberar mais de R$ 8 bilhões nos dois últimos meses do ano. A previsão inicial do banco era até maior, com o orçamento original prevendo desembolsos de R$ 60 bilhões. As operações do BNDES sinalizam o ?ânimo? das grandes empresas em fazer investimentos, já que o banco estatal é uma das poucas fontes de recursos a longo prazo no País, com juros menos elevados. A maioria dos empréstimos tem como referência a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 9,75% ao ano, quase a metade dos 19% da Selic, fixada pelo Banco Central. Os dados do BNDES mostram que os setores de papel e celulose e a indústria extrativa são uns dos poucos que estão investindo mais este ano em relação ao ano passado. As empresas de papel e celulose tiveram operações aprovadas no valor de R$ 3,126 bilhões até outubro, com aumento de 3.717% em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria extrativa recebeu R$ 2,013 bilhões em aprovações, com aumento de 2.615% no período. O segmento de transporte continua sendo o que mais recebe apoio do banco, com R$ 6,930 bilhões em operações aprovadas de janeiro a outubro, com aumento de 25% sobre igual período do ano passado.

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