loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Palocci defende pol�tica econ�mica

Ouvir
Compartilhar

| Folhapress Brasília Em novo depoimento no Congresso, o terceiro em três semanas, o ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) fez mais uma vez a defesa de sua política econômica - agora associando-a à redução da pobreza e da desigualdade - e rejeitou publicamente a idéia de que busca um aperto fiscal além das metas oficiais. A defesa quase explícita do aprofundamento da política de corte de gastos levou recentemente Palocci a um conflito aberto com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Numa trégua firmada nesta semana, ficou acertado que a meta de superávit fiscal (a economia destinada ao pagamento de juros da dívida) será mantida, formalmente ao menos, nos 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto). Nas primeiras declarações após o acordo com Dilma, Palocci aproveitou para minimizar os recém-divulgados números do superávit do setor público até outubro, que mostram um resultado superior à meta de todo o ano em mais de R$ 12 bilhões. ?Se nós fizermos uma análise mais apurada sobre a distribuição dos valores do superávit neste momento, vamos ver que eles estão em torno de R$ 2 bilhões a maior nos municípios, em torno de R$ 2 bilhões a maior nos Estados, em torno de R$ 2 bilhões a maior nas estatais todas e em torno de R$ 6 bilhões a maior na União. Praticamente todos esses R$ 6 bilhões estão disponibilizados para os ministérios e serão aplicados?, disse. A frase dá a entender que o governo elevará seus gastos de forma a reduzir o superávit à meta oficial até dezembro, mas não é o que acontecerá na prática. Sabe-se que o aperto deste ano ficará na casa dos 4,7% do PIB, porque não há mais tempo para liberar de fato todo o dinheiro disponível no Orçamento. Palocci falou à comissão da Câmara que analisa a criação do Fundeb, fundo de financiamento do ensino básico, por cerca de sete horas. Ao todo, suas audiências no Congresso nas últimas três semanas acumularam 25 horas de inquirições. A de ontem foi a mais serena da série. Houve poucos ataques à política econômica e apenas uma menção às acusações de corrupção contra o ministro, feita pelo líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ) - que se referiu à participação de Roberto Pinho (ex-assessor do Ministério da Cultura beneficiado por recursos do empresário Marcos Valério) num projeto de Palocci nos tempos de prefeito de Ribeirão Preto. O ministro apenas respondeu que Pinho não teve contrato com a prefeitura. CRIANÇA NO COLO Antes de começar seu depoimento na Câmara, o ministro Antonio Palocci chegou a pegar no colo Maicon Douglas, de um ano e sete meses, levado ao local com outras cerca de 30 crianças para reivindicar a inclusão das creches no novo fundo para financiar a educação básica, o Fundeb. O ato do ministro rendeu críticas do deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ): ?Temos visto notinhas em jornais dizendo que o senhor será candidato. Acho que isso vai se concretizar?. Quando retomou a palavra, Palocci respondeu: ?Não fui ao fundo da sala porque sou candidato, mas porque fui convidado. Fui lá para ser educado, a convite da coordenadora?. Enquanto Palocci segurava a criança, ouvia dos organizadores do ato pedidos para que incluísse as creches no Fundeb. Sorridente, ficou com a criança no colo por alguns minutos, e fotógrafos registraram a cena. As crianças ficaram no plenário por cerca de 30 minutos, depois foram retiradas pelos próprios organizadores do ato. ### Evasivas de assessor complicam Palocci Chico de Gois e Silvio Navarro Folhapress Brasília - A série de respostas consideradas evasivas de Ademirson Ariovaldo da Silva, assessor especial do ministro Antonio Palocci (Fazenda), à CPI dos Bingos irritou ontem a oposição no Senado e deverá contribuir para a ida do ministro à CPI para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de corrupção em Ribeirão Preto. Auxiliar direto de Palocci há 18 anos, Ademirson repetiu por duas horas praticamente a mesma frase, com raras variações: ?desconheço?, ?não tenho conhecimento sobre isso?, ?nunca tratei desse assunto?. Ele procurou eximir o ministro por eventuais negociatas feitas por amigos comuns de Ribeirão Preto, mas, para a oposição, ?só complicou? a situação de Palocci. ?Se o senhor insistir na tese de que não sabia, vai deixar o ministro em situação complicada, porque vamos inquirir o ministro sob a égide da desconfiança, sub júdice. O senhor teve a oportunidade de ajudar o ministro?, disse o líder do PFL, José Agripino Maia (RN). O presidente da CPI, Efraim Morais (PFL-PB), disse que espera definir hoje a data do depoimento de Palocci, que deverá ocorrer até o dia 10. O senador afirmou ainda que a CPI deverá aprovar hoje a quebra dos sigilos telefônico, fiscal e bancário de Ademirson e que pretende fazer uma acareação entre ele e outros ex-assessores do ministro Rogério Buratti, Vladimir Poleto e Juscelino Dourado (ex-chefe-de-gabinete no ministério). A CPI suspeita que Ademirson atuava como o ?elo? entre o gabinete de Palocci e o chamado ?grupo de Ribeirão?. Um dos principais indícios, segundo os senadores, é o volume de telefonemas registrados entre Ademirson, Buratti, Poleto e Ralf Barquete, outro ex-secretário de Palocci, morto no ano passado. A quebra do sigilo telefônico do grupo aponta, por exemplo, mais de 1.400 ligações trocadas entre Ademirson e Poleto. ?Está provado que há influência de assessores na administração. São 4.000 telefonemas entre ele [desde o início do governo] sem motivo específico. (...) Não tenho dúvida que ele e o Juscelino [Dourado, ex-chefe-de-gabinete de Palocci no ministério] pegavam as informações do Buratti e do Poleto?, disse Efraim.

Relacionadas