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CPI diz que invas�o de terra � terrorismo

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| Folha Online Brasília Os integrantes da CPI da Terra derrubaram o texto final do relator, o deputado João Alfredo (P-SOL-CE), e aprovaram um texto alternativo do deputado Abelardo Lupion (PFL-PR). Em seu relatório paralelo, aprovado por 12 votos a 1, Lupion pede o enquadramento de ocupação de terra como ?ato terrorista?. No relatório de Alfredo, rejeitado por 13 votos a 8, a causa dos conflitos de terra era identificada pela falta de reforma agrária. Para Lupion, o relatório reprovado de Alfredo ameaçava o direito de propriedade da terra. Lupion ainda propõe o indiciamento de 11 pessoas, sendo 8 do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre elas João Pedro Stédile, José Rainha e Gilmar Mauro, além de diretores da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) e da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), entidades ligadas ao movimento. Ele, no entanto, não acatou em seu texto a sugestão de que também seja indiciado o presidente da União Democrática Ruralista (UDR ), Luiz Antônio Garcia. Há suspeitas de que a UDR estaria preparando homens para proteger a propriedade privada por meio da violência. O relatório do deputado pefelista ainda contém a sugestão de que o TCU determine a suspensão do recursos federais para a Anca, Concrab e o Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária), outra entidade vinculada ao MST. Em protesto, a senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) rasgou o relatório alternativo. Emocionada, ela disse que o documento é um desrespeito à memória dos cerca de 1,5 mil trabalhadores rurais assassinados nos últimos 20 anos. ?Sou senadora de um Estado campeão em morte por violência no campo e não poderia ser cúmplice desses assassinatos votando no relatório alternativo do deputado Lupion, que resume a situação do Pará em 19 linhas. Esse documento é uma ode à violência?, disse. Ela ainda tentou negociar com os parlamentares da comissão a retirada de algumas partes do relatório inicial, do deputado João Alfredo (P-SOL-CE). ?Eles não concordaram em negociar ou mesmo discutir a retirada de itens do relatório. A bancada ruralista queria deliberadamente rejeitar o relatório para aprovar outro, criminalizando o MST?, disse.

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