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Pol�cia prende 17 por prostitui��o no RJ
| Ana Cláudia Costa O Globo Rio de Janeiro - Dezessete pessoas foram presas ontem, na Operação Princesa 2, deflagrada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A operação teve o objetivo de acabar com uma rede de exploração sexual que atua principalmente na Barra da Tijuca. Mandados de prisão expedidos pela 36ª Vara Criminal foram cumpridos em Copacabana, Barra e Méier. Gravações telefônicas revelaram que até meninas de 12 anos são aliciadas pelos criminosos. No total, 40 pessoas chegaram a ser detidas, mas algumas foram liberadas após prestar depoimento. A investigação começou em junho, após a denúncia de uma síndica de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Segundo a polícia, ela suspeitava do grande movimento de mulheres e turistas nos apartamentos. Os policiais fizeram buscas em oito apartamentos de condomínios de luxos e flats da Barra da Tijuca. A suspeita é de que os apartamentos eram usados por uma quadrilha, para exploração sexual. As mulheres utilizavam celulares e sites na Internet para agendar encontros. ?Eles sabiam o que estavam fazendo e recebiam uma comissão por isso. Todas as pessoas que, de alguma forma, colaboram com esses crimes, seja fazendo transporte, seja cedendo o imóvel, vão ser indiciadas e vão responder por esses crimes?, afirmou o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins. Quem explorava a rede de prostituição, pode ser enquadrado em até cinco crimes diferentes e pegar mais de 15 anos de prisão. Entre os crimes mais graves estão: tráfico interno de mulheres e exploração sexual infantil. Álvaro Lins disse que muitas jovens do interior do estado do Rio de Janeiro estavam sendo aliciadas pela quadrilha. ?Havia pais que ligavam, oferecendo filhos menores de idade, de 15 e 16 anos, para a prostituição. Isso tudo faz parte da investigação?, explicou Lins. Em um flat em frente à praia, dez mulheres foram detidas. Em outro condomínio, também na orla da Barra, sete mulheres foram levadas para a delegacia, para prestar depoimento. As duas responsáveis pelos apartamentos foram presas. Um homem identificado como José Carlos Rocha Vieira seria o dono dos apartamentos e de três agências que exploravam mulheres.