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Magno exibe recibos e nega caixa 2

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Brasília - Em depoimento ontem ao Conselho de Ética, o deputado João Magno (PT-MG) afirmou ter notas fiscais originais para comprovar o uso de R$ 426 mil - recebidos do empresário mineiro Marcos Valério - para o pagamento de dívidas nas campanhas eleitorais de 2002 e de 2004. Magno negou ter feito caixa 2, mas admitiu que os recursos utilizados só foram incluídos nas duas prestações de contas de campanha após as denúncias do mensalão. ?Reconheço que perfeito não sou. Alguma anomalia o processo teve, mas não admito ter feito caixa dois?, afirmou. De acordo com o deputado, as retificações nas prestações de contas foram feitas no dia 17 de outubro de 2005. ?Existe o princípio da falha sanável do direito. Eu corrigi a falha, em tempo hábil, com notas e provas. Os tributos foram recolhidos na época exata?, afirmou Magno. O deputado mineiro culpou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares por não ter feito a prestação dos recursos antes. ?Ele [Delúbio] teve dificuldade de mostrar como arrecadou os recursos. Para mim, era um dinheiro do partido.? Magno relatou ter sido um dos responsáveis por apresentar Valério à cúpula petista. ?Compulsão por gastar? Suspeito de ter sido usado como laranja para intermediar um contrato com a Caixa Econômica Federal, o advogado Walter Santos Neto não conseguiu comprovar a destinação de R$ 1,92 milhão sacado em dinheiro pouco tempo depois de ter recebido depósitos milionários da GTech, empresa norte-americana que renovou negócio no valor de R$ 650 milhões com a CEF em abril de 2003. A CPI dos Bingos quebrou os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Santos Neto, que depôs ontem, pela segunda vez, em audiência na comissão. Ele se disse uma ?pessoa doente?, que sofre de compulsão para gastar e que já começou a fazer tratamento psiquiátrico. Os integrantes da CPI fizeram piadas de suas justificativas. Entre 2002 e 2003, a GTech transferiu para a MM Consultoria Jurídica R$ 5,09 milhões, empresa da qual Santos Neto é o principal acionista.

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