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Petistas divergem sobre volta de Dirceu

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| Marcelo Salinas Folhapress São Paulo - O PT dividiu-se na sexta-feira quanto à possível reincorporação do ex-deputado José Dirceu (PT-SP) na direção do partido. Cassado na última quarta-feira, Dirceu recebeu o apoio da Executiva Nacional da legenda, que classificou sua destituição como um ?ato de violência política?. Mas muitos não querem o ex-ministro em cargos de poder decisivo da sigla. ?Antes de um parecer da Comissão de Ética do PT, não há como ele ser reincorporado. Não podemos simplesmente esquecer de tudo o que aconteceu como se nada tivesse acontecido. O PT ainda deve respostas à sua militância e à sociedade?, afirmou o secretário-geral da legenda, Raul Pont, durante a reunião da Executiva Nacional petista. Do outro lado, há quem entregaria seu cargo na direção para reintegrar o ex-deputado. O terceiro vice-presidente da sigla, Jilmar Tatto, é um deles: ?Se ele por ventura quiser, não tenho dificuldade nenhuma em sair da Executiva e dar a minha vaga a ele?. O tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, é mais enfático. Questionado sobre se entregaria seu posto a Dirceu, respondeu: ?Entregaria agora, sem problema nenhum. Além de ser um grande amigo, o processo de sua cassação serviu para demonstrar a articulação da direita contra o PT?. Para Maria do Rosário, segunda vice-presidente, a volta de Dirceu ao comando do partido é fundamental: ?A dignidade com que o Zé Dirceu enfrentou essa cassação representa nossas posições históricas e nos motiva a rumarmos com mais confiança para a reeleição do presidente Lula?. Além de Pont, o ex-ministro da Saúde Humberto Costa é também contrário à volta de Dirceu. Para ele, o ex-deputado disse mais de uma vez que não quer ter cargos ou participar da atual gestão. Eleição O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), candidato na eleição interna que definirá o petista que disputará o governo de São Paulo, disse na sexta-feira em Campinas (95 km de São Paulo) que há uma ?ofensiva conservadora? no País. ?Há vários indicadores de que há uma ofensiva conservadora. A direita se aproveita da crise com vistas à eleição?, disse o senador, durante o Congresso do Sinergia CUT, em Campinas. O senador também defendeu o ex-deputado José Dirceu (PT-SP) e disse que a decisão sobre a sua cassação ?deveria ter sido melhor meditada? em razão da história política do ex-ministro. O senador petista Mercadante aproveitou para atacar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que participava de outros eventos também em Campinas.

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