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PF investiga dep�sito do PT � Coteminas
| Andréa Michael Folhapress A Polícia Federal vai intimar o empresário Josué Gomes da Silva, filho do vice-presidente da República, José Alencar, para prestar depoimento e esclarecer o depósito de R$ 1 milhão feito pelo PT à Coteminas, empresa da família, no dia 17 de maio deste ano. Em 10 de agosto passado o Bradesco informou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a operação de crédito, feita em dinheiro e que tinha como responsável um dos Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJs) utilizados pelo PT. O PT tem uma dívida de cerca de R$ 12 milhões com a Coteminas, que forneceu 2,75 milhões de camisetas para o partido no curso da campanha eleitoral de 2004. Os policiais pretendem que o empresário, por meio de fotos, identifique a ?senhora? que teria levado o pagamento. A CPI dos Correios investiga se a responsável pelo depósito é Solange Oliveira, que até julho deste ano esteve subordinada a Delúbio e, nessa condição, apareceu como responsável por três saques de R$ 100 mil cada das contas bancárias do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. O PT nega a participação da funcionária no episódio. A PF pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual tramita o inquérito do mensalão, autorização para acessar a contabilidade do PT e também da Coteminas. No que diz respeito ao partido, o acesso será amplo. Quanto à empresa, inicialmente restrito à operação divulgada e outras que eventualmente tenham sido registradas pelo Coaf ou sejam reveladas em depoimento por Josué Gomes. Foi encaminhado ontem ao Coaf, pela PF, ofício no qual os policiais pedem cópia do relatório que registra a operação financeira de R$ 1 milhão. ### CPI cobra explicações sobre o depósito FOLHAPRESS Brasília O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse ontem que cobrará do Coaf explicações sobre o fato de a comissão não ter sido informada sobre o depósito de R$ 1 milhão feito pelo PT à Coteminas. A comissão só soube da operação pela reportagem da Folha de S.Paulo no último domingo. O Coaf informou à CPI que o banco Bradesco comunicou a operação ao conselho no dia 5 de agosto último. O depósito ocorreu em 17 de maio último. Cinco dias depois de ter recebido a informação, o Coaf decidiu remeter relatório, em 12 de agosto, ao procurador geral da República, Antonio Fernando Souza. Dois meses depois, em outubro, o procurador enviou o documento à Procuradoria da República em Minas Gerais. A assessoria de comunicação da Procuradoria Geral da República (PGR) informou que há um procedimento em andamento naquele Estado relacionado ao assunto, mas não informou nenhum outro dado adicional, sob alegação de que corre ?sob sigilo?. Não foi informado se a Coteminas está sob investigação. De acordo com a assessoria, o procurador-geral resolveu enviar o documento a Minas Gerais, e não à CPI dos Correios, porque o Coaf havia indagado se o depósito à Coteminas representava alguma infração penal (a resposta ainda não foi dada pela Procuradoria mineira). Segundo o deputado Osmar Serraglio, a revelação sobre o depósito fará com que a CPI ?amplie a investigação?. ?O caixa 2 do PT vai além do que imaginávamos?, disse o relator da CPI. Fundos de pensão O relatório da CPI dos Correios sobre os investimentos dos fundos de pensão aponta, além de supostas irregularidades no governo Lula, operações suspeitas de serem ilegais nos anos de 2000, 2001 e 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O sub-relator responsável pelas investigações, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), afirmou que há indícios de que os fundos de pensão foram usados para lavagem de dinheiro. ?Estamos constatando que as operações são irregulares e geraram prejuízos?, afirmou o deputado, que irá apresentar o relatório hoje. O deputado acrescentou que não apontará responsáveis neste momento e afirmou que tratará o tema de forma técnica, deixando as repercussões políticas para os demais integrantes da comissão.